sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Admiro muito esta mulher , sua postura frente aos pacientes e frente a vida ... sua garra seu empenho a busca de novas soluções .
Rubem Alves é incrivel tem muitas frases e pensamentos dos quais compartilho , ele ve o mundo sob um prisma diferente da maioria das pessoas !!!



Olhem esta frase :

"Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente".

Rubem Alves

Portanto viva o dia de hoje intensamente com tudo o qie ele pode lhe dar: Alegrias , Tristezas Realização de um projeto ou não .... não deixe para amanhã, viva o presente !!!!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


                 A trajetória e a importância dos contos de fadas.  

 

Venho a algum tempo estudando, e lendo sobre os contos de fadas, um recurso arteterapeutico, que sempre me cativou. Isso porque acredito o quanto suas mensagens propiciam o trabalho arteterapeutico, com as diferentes faixas etárias.

Hoje vou trazer aqui, um pouco desta trajetória dos contos, e a sua importância enquanto recurso arteterapeutico.

Os contos trazem em seu bojo conteúdos da sabedoria popular, é por este motivo que são compreendidos em diferentes locais, independente de idade, raça ou credo.

Quando nos propomos a trabalhar com contos de fadas, é importantíssimo que tenhamos claramente para quem estamos criando as oficinas, o que desejamos atingir, e que conto de fadas favorece este grupo.

Os primeiros escritores conhecidos sobre contos de fadas tinham características que os diferenciavam em relação aos contos de fadas

Conforme explica Gillig (1999) os contos na sua maioria têm a frase “Era uma vez” para dar inicio a história, cujos acontecimentos anteriores não nos são contados, isso porque acontece em um tempo que será iniciado neste momento, e irá findar nas linhas próximas ou paginas. Os contos acontecem fora do tempo real, o conto  contem um tempo histórico, que não é explicito, os contos estão inseridos “no tempo em que os desejos ainda se realizavam”. Sendo assim, não existe nem antes, nem depois, somente o momento no qual se desenrola a história, na qual os heróis, por certo, viverão felizes para sempre; sua moral é ingênua, e tem um final feliz.

 

Os contos têm uma estrutura fixa, partem de um problema que é vinculado a uma realidade que pode ser: a carência afetiva, os conflitos entre mães e filhos, o medo, a solidão, e muitos outros que vão desequilibrar a tranquilidade inicial. O seu desenvolvimento é uma busca de soluções no plano da fantasia, e da imaginação, que acontece com a introdução de elementos mágicos que são: as fadas, os anões, bruxas, duendes, gigantes. A restauração da ordem acontece no desfecho do conto quando há a volta ao real.

 

Os contos de certa maneira favorecem para que entremos em contato com os nossos recursos internos, que nos possibilitam a superação dos obstáculos da nossa vida. Beneficiando a compreensão, e o conhecimento de nos mesmos.

 

Os acontecimentos existentes nos contos de fadas, muitas vezes se assemelham ao nosso cotidiano, e nos fazem ver o quanto eles podem facilitar a identificação, dos que o leem ou escutam os contos, com os seus diferentes personagens.

 

São estes elementos que são comuns a maioria dos contos, que os fazem um ótimo recurso para os atendimentos arteterapeuticos, para os mais diferentes grupos, pois lidam com os problemas, que podemos encontrar no nosso dia a dia, favorecendo então a identificação, destes contos, com a vida real.

 

Os autores como Perrault, irmãos Grimm e Andersen, foram os primeiros escritores a criar ou copilar contos de fadas. Eles trazem nos seus contos temas que eram vinculados à educação dos mais jovens. Nos tempos de Perrault estes contos eram destinados aos adultos, que a noite se reunião nos salões para ouvir histórias, e as crianças , também os acompanhavam , pois eram nessa época consideradas, adultos em miniatura, não tendo uma literatura própria. Os contos eram perversos e não tinham o objetivo de atingir as crianças. Em seus contos Perrault colocava sempre no final  uma lição de moral, pois estes contos eram uma maneira de orientar os jovens.

 

Com a revolução Francesa os contos de fadas perderam sua posição, foram deixados de lado, mas foram os irmãos Grimm que tendo estudado o folclore e pesquisado a linguística, reviveram os contos, mostrando seu valor e importância. Decidiram registrar as histórias folclóricas para que não se perdessem, pois acreditavam que estas histórias traziam a mente das crianças,  no seu estado mais puro , praticamente inalterada.

 

Os contos dos Grimm foram muito criticados pela dureza e pela forma grosseira de como os temas eram tratados, sendo assim, nas edições posteriores, começaram a mexer nos textos, fazendo- os mais adequados as crianças.  (Silva, 2006) Estes autores em sua pesquisa buscam trazer várias versões de uma mesma historia.

 

Andersen era romântico, e traz para os contos que escreve, a noção de justiça e sensibilidade, valores humanos, e amor ao próximo, além dos ideais da fé cristã. Busca mostrar as crianças, por meio da linguagem do coração; em seus contos, a realidade onde existe, tanto a injustiça social ,assim como, situações onde se percebe o egoísmo,  e a falta de amor ao próximo. 

 

Apesar das diferenças entre estes primeiros autores de contos de fadas, sabemos o quanto eles foram importantes para que os contos de fadas chegassem ate os dias de hoje. Nos diferentes conteúdos, e nos seus personagens, os contos trazem a possibilidade de identificação, tanto por parte das crianças, assim como dos adultos, por seus personagens, assim como, pelas situações apresentadas.

 

Por lidarem com os conteúdos de sabedoria popular, essências à humanidade,  é que estes contos, permanecem vivos até nossos dias. Estes contos são uma mistura dos documentos vindos da criação popular, acrescidos da imaginação do autor, retratando desta forma, a cultura da época em que foram escritos.

 

Muitos estudiosos colocam que o conto tem elementos idênticos, um deles é a iniciação, que marca a passagem da vida para a morte, através de uma ressurreição simbólica.  

 

O conto vai lidar com a iniciação, mostrando a luta entre o bem e o mal, os obstáculos que o herói tem a sua frente, os diferentes enigmas que surgem e devem ser resolvidos, equivalendo à descida ao inferno,  e ou a subida ao céu. Desta forma concluímos que, o que é importante no conto não são os personagens, e sim suas ações, o que eles fazem e como fazem. (Von Franz 1990)

 

Paz (1995) enfatiza que os contos de fadas são uma alegoria das passagens iniciativas, onde o herói que se encontra perdido no mundo vai lutar contra os poderes inferiores e enigmas que a vida lhe apresenta, até que encontre após a realização de diversas provas,  os meios para sua própria redenção. Este é, portanto a caminho do herói.

 

Acredito que as mensagens inseridas nos contos de fadas, vão ao encontro dos anseios das diferentes faixas etárias, e trabalham com os dilemas da humanidade, desta forma, independente da idade que nos encontremos,  os contos de fadas podem nos trazer mensagens muito importantes, além de nos possibilitar vislumbrar novos caminhos.

Sendo assim, creio que ao trabalhar com os contos e arteterapia, temos  muitas possibilidades, de  através das oficinas,  levar as pessoas a rever suas vidas, buscar novos caminhos, resgatar sentimentos, enfim fazer com que cheguem até seu eu interior, e desta forma atinjam o crescimento pessoal tão almejado por todos nós.

Em seu livro “A interpretação dos contos de fadas” Franz (1990) coloca que para Jung uma imagem arquetípica não é somente um pensamento padrão (estando desta forma ligada a todos os pensamentos), mas é também uma experiência emocional do individuo.

Os contos de fadas, segundo Jung, dão expressões aos nossos processos do inconsciente, quando lemos ou escutamos contos, estes processos revivem e tornam se atuantes fazendo desta forma, uma ponte de conexão do consciente com o inconsciente. Portanto os contos são importantes na medida em que ativam o mundo do inconsciente, o qual não se tem acesso de maneira consciente.

Nise Silveira (2001) coloca que segundo Jung  arquétipos são possibilidades herdadas para representar imagens similares, são formas instintivas de imaginar.

A noção de arquétipo, que coloca a existência de uma base psíquica comum a todos os humanos, permite compreender porque em lugares e épocas distantes aparecem temas idênticos nos contos de fadas, nos mitos, nos dogmas e ritos das religiões, nas artes, na filosofia, nas produções do inconsciente de um modo geral,  seja nos sonhos de pessoas normais, seja em delírios de loucos.

A palavra arquétipo significa um modelo original. Jung (1973) define arquétipo como sendo os conteúdos do inconsciente coletivo, sendo assim, existem tantos arquétipos, quanto as diferentes situações de vida. Os arquétipos são universais e desta maneira todos os indivíduos terão as mesmas imagens arquetípicas básicas.

Jung coloca: ”Os arquétipos que se caracterizam mais nitidamente são aqueles que mais frequentemente e intensamente influenciam ou perturbam o Ego;  São eles: a Sombra, a Anima, o Animus” (1982, p6)            

A noção de arquétipo, a qual coloca a existência de uma base psíquica comum a todos os humanos, permite compreender porque em lugares e épocas distantes aparecem temas idênticos nos contos de fadas, nos mitos, nos dogmas, e ritos das religiões, nas artes, na filosofia, nas produções do inconsciente de um modo geral, seja nos sonhos de pessoas normais, seja em delírios de loucos.

Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como; as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. E são estas situações ou imagens arquetípicas que vamos encontrar nos contos de fadas. As imagens arquetípicas só têm vida e significação quando tem valor emocional e afetivo para o individuo.

Quando trabalhamos com contos de fadas como recurso , vamos ativar os recursos internos de cada individuo , fazendo com que traga a tona , seus conteúdos interno e inconscientes, para que possam ser visto , compreendidos  e resignificando, gerando desta maneira, novos olhares , sobre velhos problemas, novas atitudes frente vida.   

 

Bibliografia de referencia para este texto

GILLIG, Jean- Marie. O conto na Psicopedagogia . São Paulo: Artmed. 1999

SILVA, Luciana Pelegrini Batista. (Org)  Bruxas e Fadas , Sapos e Príncipes: os contos de fadas em Experiências  arteterapeuticas Wak Editora. Rio de Janeiro, 2006.

SILVEIRA ,Nise da . O mundo das imagens , São Paulo Ática 2001

PAZ, Noemi. Mitos e ritos de iniciação nos contos de fadas. São Paulo. Cultrix / Pensamento. 1995

 VON FRANZ, Marie Louise. A interpretação dos Contos de fadas. São Paulo: Paulus. 1990

VON FRANZ, Marie Louise. O significado psicológico dos motivos de redenção nos contos de fadas. São Paulo, Cultrix, 1980.

 

domingo, 5 de agosto de 2012

Óculos



A vida nos traz muitas vezes alem de bons momentos  ela traz , aborrecimentos, tristezas e magoas, por isso resolvi faz  algum tempo, olhar para ela e para algumas pessoas  com um  óculos com lentes diferentes.

Criei então dentro de mim um óculos especial,  nele há  lente da solidariedade, e do amor, e da compreensão, de  bom humor . Passei a olhar o mundo por meio destas lentes,  e através  delas consegui  ver , que cada um só pode nos dar o que tem, e nada mais que isso.

As minhas lentes não têm o poder de transformar, mas me fazem vê los, talvez  com certa distância , maturidade e acolhimento. Só os vejo, e não tento mais muda los,  só os observo com os óculos que contem lentes novas, que me protegem dos dissabores maiores.