quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Meu desejo a vcs neste final de ano

Desejo ...

Carinho para com todos os que compartilham a vida com você

Harmonia para viver o melhor de sua vida

Serenidade para enfrentar os piores momentos

Alegria para viver intensamente todos os dias

Sorrisos para enfrentar todos os dissabores

Sabedoria para fazer escolhas

Sonhos para sonhar com o impossível e torná-lo possível

Luz para iluminar os caminhos escolhidos

E Amor muito amor, para viver cada dia deste ano...

Nancy Rabello

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Um lindo e iluminado Natal à todos os meus seguidores , amigos e amigas, que aqui vem para ler, ou conhecer algo sobre Arteterapia .

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Telas de CHITA



Esta é o vaso de lirios
esta é ROSA AZUL
Interfiro criando vasos, Borboletaas , folhas , enfim ....


A proxima e ROXA

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


RITUAL DA VELA VIOLETA PARA O PORTAL DO DIA 11/11:
ACENDA UMA VELA VIOLETA À MEIA NOITE
A cor violeta está associada ao mundo espiritual e acredita-se que este ato traz as bênçãos de espíritos de luz e boa sorte para quem o realiza. Por isso, à meia noite do dia 11 de novembro para o dia 12, abra uma janela de sua casa e acenda uma vela Violeta enquanto diz a seguinte invocação:
"Esta é a noite de 11/11 /2011 O Véu está fino estamos entre os mundos Este é o tempo que não é nenhum tempo O Véu está fino, estamos entre os mundos Esta é noite dos portais, quando lembramos de nossos irmão espirituais. Esta é a noite que traz a magia, a véspera de um novo tempo O momento de banir a negatividade de nossa vida Assim poderemos conhecer as bênçãos do novo ano. Esta é a noite de dos portais, a noite que não é uma noite O tempo entre o tempo Quando nos reunimos para viajar à um lugar que não é um lugar Que o Guardião dos Portais viaje comigo através do fogo aceso em nossas mentes Que o Guardião dos Portais viaje comigo através do fogo aceso no Caldeirão da regeneração, que é o ventre da Deusa Que o Guardião dos Portais viaje comigo através dos fogos de Novembro, O fogo da lembrança, o fogo do amor em honra e lembrança de nossos antepassados e dos que estão por vir. Que assim seja e que assim se faça!" Deixe a vela acesa na janela e tenha certeza que os espíritos o abençoarão com todas as dádivas do amor, equilíbrio e sucesso Obs. A Vela pode ser substituída por branca na falta da violeta.
Retirei este RITUAL das Lojas Alemdalenda

sábado, 29 de outubro de 2011

Como vai sua criatividade







Ser criativo é muito importante para nos arteterapeutas não acham?

Penso que nós devemos ser criativos e devemos também incentivar e favorecer a criatividade em nossas vivencias. Vários autores falam desta importância de se deixar fluir a criatividade.
Pain e Jarreau ( 2001) nos falam também da importância de um local onde sejam realizadas as vivencias , denominam este local de atelier , afirmam que la os integrantes de um grupo se sentem mais protegidos e seguros. isso quer dizer que todo o trabalho arteterapeutico deve ser realizado em um local pré determinado , para que la possam estar ao materiais necessários para cada encontro e que cada participante se sinta confortável e acolhido .

Souza ( 2005) afirma que através da arteterapia , quando usamos o criar de maneira espontânea , temos então a possibilidade de aumentar nosso autoconhecimento ,nossa auto estima, assim como somos estimulados para uma vida mais participativa e com certeza também mais criativa , esta autora relata que Jung coloca que o processo criativo incidi na mobilização do nosso inconsciente pessoal e do coletivo também.

A palavra Criatividade vem do termo grego –GREER que significa – fazer, produzir e criar, sendo assim temos que o ato de criar e ser criativo vem de longa data, pois os gregos já usavam estes termos. Já Platão acreditava que a criatividade era uma forma de loucura e Sócrates afirmava que era uma inspiração divina. Descarte acreditava ser um tipo de intuição que vem da alma e Kant vê a criatividade como sendo um processo que mesmo sendo natural tem leis imprevisíveis. E Einstein vê criatividade como sendo um mistério. Sendo assim temos varias e diferentes definições sobre a criatividade, mas o eu me parece mais admirável, é perceber que diferentes pensadores se preocuparam em defini la , a meu ver isso a torna mais importante ainda

Vejam que bonita esta colocação de Viegas (1997) com a qual concordo plenamente ela afirma que a criação e o amor caminham juntos e continua, diz que devemos nos apaixonar e ter uma relação de abertura frente às coisas, acredito, portanto que este fazer apaixonado é criativo , é livre, é espontâneo ,gerando uma situação prazerosa e agradável de ser realizada assim que vejo as vivencias , como momentos prazerosos de descobertas.

Prado coloca que ser criativo é pensar e conhecer, duas maneiras de se realizar aquilo que ainda desconhecemos, o não conhecido e que aos poucos vai sendo realizado, há, portanto uma construção de novos conhecimentos.

Acredito assim como Prado, que quando criamos deixamos de repetir padrões buscamos explorar novos caminhos e conceitos, a busca de algo que ainda não existe e esta ainda para ser criado, desta maneira seria como estar só caminhando por locais ainda não conhecidos por nós.

Outra autora Aldana faz uma colocação que me agrada bastante, afirma que a criatividade é uma maneira especial de pensar, sentir e atuar e que esta maneira de agir nos faz chegar a um resultado original, ora quando desenvolvo vivencias com mulheres, percebo que ficam encantadas e admiradas com suas produções, o que me parece ser porque notam que fizeram algo único e original, e estas produções as encantam, nelas criam a possibilidade de ver seu eu interior

Alguns autores entre eles os especialistas Guilford ( âmbito psicológico ) Lowenfed ( nas artes visuais ) e Torrance ( no pedagógico ) colocam que existem indicadores da criatividade que são : originalidade – que pode ser entendida como agir ou fazer aquilo que nos surpreende , ou que é inesperado
A produtividade – que é vista como sendo o atuar com fluidez e fertilidade, outro indicador de criatividade a flexibilidade que é entendida aqui como a capacidade que temos de olhar para as coisas, os fatos sob diferentes ângulos. A elaboração também é considerada por estes autores como índice criativo, sendo entendida como a capacidade de conseguir trazer para a realidade algo idealizado, o penúltimo critério em relação à criatividade seria a síntese, que significa o planejamento, as idéias, e os diferentes interesses. E o ultimo critério é a comunicação que é a capacidade de transmitir novas idéias aos outros conseguindo deles a credibilidade.

Penso que para no fazer arteterapeutico, todas são importantes, mais a que acho primordial é a flexibilidade, pois ela que nos abre as portas para as novas posturas, novos fazeres. No decorrer das vivencias podemos ir notando que alguns destes indicadores começam a surgir, outros vai sendo incentivados.

Cada vivencia pode fazer com que as participantes tenham novos olhares para o seu jeito de agir, para seu atuar no mundo, cada recurso poderá proporcionar que alguns participantes aprendam a olhar o mundo através de outros óculos, outros focos. Poderá fazer com que olhem para suas produções e vejam algo surpreendente, que antes não haviam tido possibilidade de enxergar. Isso porque como coloca Souza (2005) “a criatividade é a expressão da vida”. Vou mais alem penso que é a possibilidade de se encontrar com o novo com a alegria de viver e poder olhar para sua produção que poderá sintetizar as novas descobertas em relação aos momentos da sua vida, de seu mundo,do seu dia a dia , é ainda saber ouvir a voz de seu eu interior , que esta visível nos trabalhos , nas pinturas , colagens .

Acredito também que quando ativamos a nossa criatividade podemos achar soluções criativas para os nossos problemas e isso é muito valioso nas vivencias

Ate agora falamos de como os participantes das oficinas podem ser criativos e como
eu entendo a criatividade, e o papel importante que desempenham, mas nas vivencias,
mas há outra questão presente pois ela é composta por arteterapeutas e os participantes ( mulheres ) , então eu pergunto e nos
os arteterapeutas, estamos sendo criativos ao desenvolver nossas vivencias, ao buscar os materiais e recursos para serem trabalhados? Aceitamos as colocações criativas de cada participante de nossos grupos? Cultivamos o fazer criativo no nosso fazer arteterapeutico? Trabalhamos com recursos variadas, desenhos, colagens, modelagem, recortes? Desenvolvemos diferentes linguagens em nossas vivencias?

Cabe, portanto refletir sobre o nosso fazer arteterapeutico, penso que cada um de nós aprecia uma maneira de trabalhar, uma sensibilização a qual se adapta melhor , creio que isso acontece comigo e com vocês também . Eu gosto muito de trabalhar com contos e mitos ate porque vejo nestes recursos inúmeras possibilidades de trabalhar com o feminino, com grupos de mulheres, mas ao usa los tento criar novas vivencias a partir deles utilizando uma diversidade de matérias para estas atividades, como velas coloridas, giz de cera, papeis diversos, massinha de modelar ou argila enfim cada conto ou muito poderá ter diferentes propostas de atividade o que as faz únicas.

Desta maneira termino este texto com uma pergunta : Como vai a sua criatividade?

Bibliografia de referencia

Pain ,Sara e Jarreua, Gladys . Teoria e técnica da arte
terapia – a comprensão do sujeito- Artmed
Editora 2001 São Paulo

Souza, Rodrigues Otilia . Longevidade com criatividade – arteterapia com idosos – Armazém de Idéias,
2005 Belo Horizonte



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Gente !!! esta semana foi muito corrida, mas o texto esta sendo elaborado , vou falar sobre a importância da criatividade e a arteterapia. o que acham ... ?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Ola amigos e amigas, estou muito feliz com novos seguidores sejam bem vindos e aproveitem !!!!!! !!!!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A arte educação e arteterapia dois caminhos através da arte

A arte educação e arteterapia dois caminhos através da arte


A arte é fundamental em nossas vidas, penso assim.

A arte está implícita nos dois contextos, tanto da arte educação , assim como da arteterapia, dois saberes que usam a arte como fonte e recurso para o desenvolvimento de suas atividades. Sendo assim vamos discorrer sobre cada um destes saberes, olhares diferentes que se unem através da arte e do fazer artístico, tendo a criatividade como aliada.

Cabe salientar que o uso da arte favorece a um melhor equilíbrio entre o fazer e razão e a emoção e o fluir dos diferentes sentimentos

Colagrande( 2011) faz uma colocação que muito me agrada ela afirma que “Arte Educação compreende o papel do educar por meio da arte” ( Colagrande 2010 pg. 42) este ponto de vista nos faz pensar em usar dos meios que a arte nos oferece para através deles criar, transformar, organizar, conhecer, ter novos olhares para o mundo. A arte educação possibilita atingir o desenvolvimento cultural, alem do individual e social. É também importante perc
eber que a arte educação tem relação estreita com o desenvolvimento das crianças, suas possibilidades e necessidades. Dentro de cada etapa do seu desenvolvimento, visto que cada etapa tem seu ritmo próprio, assim como seus fazeres diferenciados. Mas para que este educar com arte aconteça penso ser necessário que o educador adquira alguns conceitos, que o embasem esse fazer.

Sendo assim o conhecimento das faixas etárias e de suas necessidades faz com que o arte educador possa escolher os materiais mais adequados, os quais devem ser diversificados, os recursos são também específicos para cada etapa de desenvolvimento da criança com a qual se trabalha, só assim estaremos favorecendo seu desenvolvimento total. Cabe ainda ressaltar a importância de que se respeite o processo individual de cada indivíduo no seu fazer artístico deixando com que a criatividade aconteça e floresça, fazendo arte de acordo com seu potencial e seu ato criativo.

Esta autora coloca ainda que o papel que cabe ao arte educador é o de vivenciar a arte, e a partir desta vivencia se apropriar de seus recursos e de suas técnicas, para que desta forma possa transmitir tais conhecimentos a seus alunos. Acredita também que este educar pode se transformar em terapêutico na medida em que pode promover o autoconhecimento assim como o auto desenvolvimento, sempre tendo em vista o desenvolvimento do conteúdo curricular de cada faixa etária.

Já Oliveira (2011) coloca que Arte Educação seria o ensinar técnicas básicas de produzir trabalhos artísticos sem envolvimento com terapia e mesmo com processos terapêuticos (Oliveira 2011pg 43).

Penso que o Arte Educador é um profissional que tendo a formação em Artes plásticas pode trabalhar com técnicas e conteúdos específicos do currículo de artes podem trabalhar com alguns aspetos importantes gerando autoconhecimento e auto-estima, porem para realizar estes objetivos deverá ter alguma formação que lhe possibilite lidar com outros conteúdos que não a arte para garantir que desempenhe de maneira adequada seu trabalho.

O trabalho com Arte Educação assim como na Arteterapia tem etapas a serem cumpridas para melhor atingirmos os nossos objetivos. Cabe, portanto eleger as etapas que favorecem o trabalho

Colagrande (2011) coloca que Arteterapia é uma ferramenta que pode ser usada em diferentes contextos: como educação, saúde, é um processo de autoconhecimento, possibilitando resignificar a arte e o conhecimento individual.

Acredita, assim com eu, que a Arteterapia pode ser um caminho facilitador no processo de autoconhecimento, em trabalhos terapêuticos. Como eu, esta autora pensa que o uso da arte como um caminho que promove ao individuo se conhecer; tanto seu mundo interno, assim como as suas possibilidades, usando o não verbal, para que através de pinturas, recortes e colagem possa fazer contato com o inscosnciente, e de alguma forma trazendo à tona para a a consciência, sentimentos, emoções até então desconhecidos.

O arteterapeuta será aquele que ajudará na leitura dos trabalhos, que significa observar e buscar entender o que produziu, pois quem produz, normalmente não consegue perceber sozinho os motivos ou mesmo os significados do que realizou e os porquês, cabe, portanto investigar, comentar , é na leitura das produções que a Arteterapia vai trabalhar com cada individuo , tornando visível o ate então oculto, invisível, fazendo com que seja reconhecido pela consciência.

Sabemos que a maioria das pessoas se colocam como não sabendo pintar, desenhar ou mesmo trabalhar com os diferentes materiais, cabe, portanto ao arteterapeuta, ser a ponte, aquele que possibilita que a criatividade possa fluir encorajando, estimulando e criando oficinas que favoreçam a descontração a liberdade de expressão . Assim como não deixando os participante constrangidos, isso porque as oficinas necessitam que o individuo fique a vontade, livre e desta forma deixe sua criatividade surgir, pois é através dela que o processo arteterapeutico acontece.

Colagrande afirma que é através das expressões não verbais que os sentimentos vão sendo trazidos à nossa consciência, então podem ser visto e modificados, com um novo olhar sobre as diferentes situações que se apresentam na sua vida. Há, portanto uma ampliação do olhar frente ao novo ao difícil e ao desconhecido.

O arteterapeuta será aquele que ajudará na leitura dos trabalhos, que significa observar e buscar entender o que produziu, pois quem produz, normalmente não consegue perceber sozinho os motivos ou mesmo os significados do que realizou e os porquês, cabe, portanto investigar, comentar , é na leitura das produções que a Arteterapia vai trabalhar com cada individuo , tornando visível o ate então oculto, invisível, fazendo com que seja reconhecido pela consciência.

Sabemos que a maioria das pessoas se colocam como não sabendo pintar, desenhar ou mesmo trabalhar com os diferentes materiais, cabe, portanto ao arteterapeuta, ser a ponte, aquele que possibilita que a criatividade possa fluir encorajando, estimulando e criando oficinas que favoreçam a descontração a liberdade de expressão . Assim como não deixando os participante constrangidos, isso porque as oficinas necessitam que o individuo fique a vontade, livre e desta forma deixe sua criatividade surgir, pois é através dela que o processo arteterapeutico acontece.

Colagrande afirma que é através das expressões não verbais que os sentimentos vão sendo trazidos à nossa consciência, então podem ser visto e modificados, com um novo olhar sobre as diferentes situações que se apresentam na sua vida. Há, portanto uma ampliação do olhar frente ao novo ao difícil e ao desconhecido.

Zinker (in Colagrande 2011) coloca:
"A razão pela qual desenho ou pintura pode ser terapêutico é que quando experienciados como processo, permite ao artista conhecer a si mesmo como pessoa inteira e em curto espaço de tempo. Ele não apenas se tora consciente de seu movimento interno em direção à experiência de sua totalidade, mas também recebe confirmações visuais, destes movimentos nos desenhos que produz "( pag. 38)

Vê - se, portanto que no processo arteterapeutico, existe a possibilidade de um conhecimento do seu eu interior, fazendo isso de uma nova maneira, o que gera mudanças importantes ao individuo como um todo, isso porque vence suas dificuldades em relação com os materiais, com as produções e este processo pode transpor para sua vida, passando a vencer seus medos e outros obstáculos.

Sendo assim pode olhar os acontecimentos de seu dia, as aflições e dificuldades através de um foco novo, um olhar diferenciado, integrando - os, velho e novo, difícil e fácil, antigo a e atual, esta nova postura traz ganhos ao individuo.

Quando se trabalha com Arteterapia, estamos desenvolvendo e criando novos olhares para o individuo e para o outro, novas possibilidades de ver e resignificar as situações os valores e as atitudes.

Quando o trabalho é baseado na arte educação abre as portas para um novo olhar para o currículo, assim como para as possibilidades de incentivar a criatividade e buscar o desenvolvimento de novas habilidades.

Se formos imaginar onde começa a atuação do arte educador e onde termina e onde se coloca o arteterapeuta, veremos que linha divisória destes dois saberes é muito tênue, quase que invisível, o arte educador tem por objetivo segundo Louis Porcher ( apud Colagrande 2011, pg. 20 )
• Criar indivíduos com consciência ativa em relação ao meio ambiente em relação ao panorama e à qualidade de vida desses indivíduos
• Criar nos indivíduos não tanto a aptidão artística especifica, mas, sobretudo um desenvolvimento global de personalidade, por meio de formas mais diversificadas e complementares possíveis de atividades expressivas e criativas e sensibilizadoras
• Utilização de métodos específicos, progressivos e controlados, capazes de produzirem a alfabetização estética sem o qual toda a criação é ilusória.


Penso que os dois saberes estão unidos pela arte. Cada um deles tem suas especificidades, nuances diferentes de usar a arte, de trabalhar através dela e com ela, fazendo desta forma com que os indivíduos possam usufruir dos benefícios trazidos pela arte.

O fazer artístico e a criatividade possibilitam sempre uma satisfação que pode estar ligada ao fazer. Através de um conhecimento mais teórico envolvendo técnicas, ou um fazer que possibilite o conhecimento interno um autoconhecimento,

Portanto cada profissional deverá ter a ética de usar seus conhecimentos em prol do ser humano sempre visando seu bem estar. Buscando o seu melhor, buscando se capacitar cada vez mais, observando a tênue linha que separa o arte educador do arteterapeuta.

Acredito que a Arteterapia poderá estar presente na escola, mas deverá ter um espaço adequado par este trabalho, não sendo realizado juntamente com o processo desenvolvido pelo arte educador , pois cada fazer deverá ter objetivos específicos, não devendo haver interferência entre eles.

Bibliografia de referencia

Colagrande, Claudia – Arteterapia na pratica – diálogos com a Arte Educação
2010 – Wak Editora Rio de Janeiro.
Oliveira, Lou de – Psicopedagogia e Arteterapia – teoria e pratica na aplicação em clinicas e escolas – 2011 Wak Editora, Rio de Janeiro




sábado, 17 de setembro de 2011

Ola , estou elaborando um novo artigo que vai abordar arte educação e arteterapia !!! esperem só mais um pouco !!!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As mulheres os contos de fadas e a arteterapia




Contos de fadas para mulheres

Sobre os contos de fadas, pensam muitas pessoas, são histórias só para crianças, penso que contos de fadas trazem em seu bojo diferentes arquétipos alem de trazerem as estruturas básicas da nossa psique. Sendo assim são muito mais que contos para crianças, pois podem nos trazer novas formas de olhar o mundo e novas possibilidades de agir frentes as dificuldades que enfrentamos.

Aqui estarei trazendo um tema que já trabalhei em alguns textos, trarei os contos e as mulheres e arteterapia.

Os contos de fadas que conhecemos iniciam suas histórias com a famosa frase “Era uma vez,” ora será que em nossas vidas reais não existe o “Era uma vez... ?” as nossas conquistas podem ser comparadas aos passos dos heróis de um conto em suas conquistas, ou não ?

Se pens
armos em quem são as fadas serão as pessoas que nos estendem mão em momentos difíceis e as bruxas serão aquelas que estão ali para nos mostrar nossa saídas criativas para nosso problemas ? e os monstros serão nossa medos ou nossas angustias ? ou serão aqueles que nos libertaram quando o derrotarmos ?

Desta forma se olharmos os contos como fonte de aprendizagem eles por certo tem muito a nos mostrar.

É importante que possamos perceber que dento der cada um de nos, existem fadas, bruxas, monstros, gigantes, príncipes, e princesas isso porque segundo Boanventure (1992) os contos são variações sobre o mesmo tema. Pois versam sobre a busca da humanidade em dar um sentido a sua vida . Esta autora coloca que nos contos vamos encontrar sempre algo que de alguma maneira se refere a nossa vida.
Dieckmann (1986) afirma que existem dois mundos, o primeiro deles é o mundo onde temos a vida normal, o que nos acostumamos a ver, é o mundo da nossa consciência, já o segundo é o mundo onde mora a fantasia.

Coloca que em muitos contos vamos encontrar o processo de transformação que produz mudanças na consciência, ela pode acontecer depois de um sono profundo, ou ainda através das transformações mágicas, virar um sapo , ou um peixe , cobra .

Como sempre trabalho com mulheres fui buscar Chinen que trabalha com contos de mulheres. Chinen ( 2001) coloca que nos contos das mulheres vamos encontra uma trama , e não um processo linear de acontecimentos, isso porque as mulheres segundo este autor, tecem suas vidas de maneira semelhante a uma tapeçaria , com muitos e diferentes fios , isto é os contos se assemelham a vida as mulheres, pois nos não nos atemos a uma só atividade , temos muitas , nestes contos encontramos temas básicos que se apresentam de varias maneiras. Há outra singularidade nos contos de mulheres, é que neles existem mais personagens do que nos contos de homens, ainda neles não há a sugestão que elas devem cuidar dos homens o que se vê nos contos masculinos trazem a necessidade de começarem a mover se para um relacionamento mais igualitário e mais profundo dos homens com as mulheres .

Desta forma, trabalhar com estes contos num processo arterterapeutico com mulheres é muito interessante, visto que poderá despertar a necessidade de rever seus papeis na vida e em relação aos seus relacionamentos. Poderão, portanto, conhecer novas maneiras de agir frente a seus problemas , ou a suas aflições. Isso porque Chinen, coloca que estes contos trazem uma característica muito importante, trazem informações sobre o desenvolvimento das mulheres acredita, portanto, que contos de mulheres preservam a sabedoria destas frente à sociedade. E ainda nos mostram qual o caminho percorrido pelas mulheres logo após serem humilhadas ou mesmo sentirem raiva por algumas situações adversas.

Este livro “A mulher Heróica” está dividido em temas: poder, sabedoria, natureza como santuário, irmandade e reconciliação com os homens

Quando lidamos com contos de mulheres, temos um material incrível nas mãos para lidar com as mulheres da atualidade, pois cada conto traz um enfoque do desenvolvimento feminino. Estes contos trazem nos seus enredos ensinamentos importantes como aprender a ouvir sua voz interior, ir ao encontro do seu Self , empreendendo um caminhar que não é fácil , que nos deixa confusa e temerosas do que vamos encontra pelo caminho , mas que no final nos deixa mais conscientes de nós mesmas.
Portanto contos de mulheres e para mulheres nos mostram que o grande desafio da mulher é despertar o mundo em que vivem, é romper com os limites impostos pela sociedade é buscar ter paixões verdadeiras, ardentes, trazer á tona sua sabedoria, e seu poder feminino, saber usar de sua astucia , assim como da perspicácia tão presentes na figura da Yaga Baba , e usar definitivamente de seu feminino, isso significa buscar um lugar onde seja respeitada e honrada, pois é possuidora de muitos atributos importantes como sabedoria , força , intuição , independência , os quais por vezes ainda não tem o domínio de usar , mas que o tempo se encarregara de ensina –la assim como os contos de mulheres .

Tudo isso pode ser trabalhado em vivencias para mulheres , podemos ler os contos e promover vivencias nas quais os símbolos trazidos , assim como as metáforas podem ser visto e entendidos , portanto trabalhados , possibilitando um nova compreensão do papel da mulher , que na verdade não é o de competir ou medir força com o homem e sim mostrar suas qualidades e potencialidades, fazendo uma integração entre masculino e feminino , buscando uma relação equilibrada onde o homem aprenda o honrar a mulher podendo desta forma se complementar .



Bibliografia de referencia
Dieckmann Hans – contos de fadas vividos – edições paulinas – 1986 São Paulo

Boanventure Jette – O que conta o conto – Paulus Editora – 1992 São Paulo

von Franz Marie \Louise . A interpretação dos contos de fadas , 1990 , Paulus Editora

Chinen Allan A mulher heróica – Summus Editora 2001

terça-feira, 7 de junho de 2011

O feminino nos contos de fadas



Este tema é o nome de um maravilhoso livro de Von Franz, ela estuda e analisa vários contos, sempre focando a mulher nestes contos Este é um tema que muito me atrai, visto que meu foco de trabalho é sempre a mulher.
Estive no início de Maio fazendo uma palestra para professores neste encontro contei o conto de Vasalissa, sendo assim vou fazer aqui algumas colocações sobre este contos através do olhar de von Franz. Esta autora coloca que este conto russo é uma das variantes da Gata Borralheira.
Podemos observar que em muitos contos o pai pouco aparece tendo pouca importância no conto em si, neste conto a figura do pai aparece em dois pequenos momentos; um no início do conto e no final, porém a meu ver sua participação não tem nada de marcante, ele nem é um bom homem, mas não se pode dizer que é mau... Sua presença não interfere no decorrer do conto. Sendo assim não acrescenta nada ao conto. Podemos, portanto observar que é um conto que se passa em um local onde só temos a presença das mulheres, isto é do domínio feminino, pois temos a madrasta, as filhas, Vasalissa e Baba Yaga, acredito, portanto que este conto trabalha com o arquétipo da Grande Mãe, nos pólos positivo e negativo, nos possibilita, portanto olhar de forma ampla para este arquétipo.

Franz coloca que com a morte da mãe logo no inicio da história, a figura materna passa a ser representada pela boneca, e pela benção da mãe, o pólo positivo da mãe, o pólo negativo é representado pela Baba Yaga e pela madrasta e suas filhas .
Vemos segundo Franz que ao morrer a mãe é substituída pela boneca ( não humana ) e que simboliza a mãe em todos os seus aspectos de carinho , amor e acolhimento.
Todos sabemos, que na infância as crianças brincam e falam com suas bonecas, da mesma forma com que as mães falam com seus filhos. Há uma identificação então entre filha e mãe . Em vários estágios da vida as bonecas assumem diferentes papeis por vezes sabemos que crianças dormem somente acompanhadas de suas bonecas , paninhos que seriam elementos que lhes transmitem proteção, penso que como mães a boneca pode ter este papel de proteger, dar aconchego e segurança. São bonecas ou outros elementos mágicos com os quais as crianças conversam que lhes possibilitam sua primeira projeção do SELF, afirma Von Franz.
As meninas com o passar dos anos transferem para a boneca a relação mãe e filha, coloca Franz , esta relação afetiva que vemos no mito Demeter e Core.
Quando criança temos esta grande identificação entre mães e filhas, e por vezes não nos separamos desta identificação, mesmo depois de crescidas.. A morte é sempre um corte uma separação que pode ser muitas vezes benéfica, levando a um crescimento.
É a morte da mãe que propicia o inicio do processo de individuação. Para isso há que passar por provas até que consiga atingir seu intento: ser mulher....
Quand
o olhamos para o pólo negativo deste conto que é representado por Baba Yaga, podemos observar que esta não foi totalmente má, acredito que possibilitou a Vasalissa o seu crescimento, sua mudança de menina para mulher, e ainda lhe deu a possibilidade se livrar das filhas e da madrasta que eram realmente más.


Vamos agora olhar para as tarefas que são impostas a menina por Baba Yaga, a triagem dos grãos é uma das tarefas que Psique tem que realizar, esta prova nos remete a separação de elementos, que exigem paciência e cuidado e calma para sua realização ainda Franz coloca que os grãos tem uma grande relação com a deusa mãe , Demeter , era a deusa dos fertilidade dos Grãos . Lembrando do mito de Eros e Psique temos que uma das provas as quais psique teve que realizar também envolve a separação dos grãos . von Franz coloca que separar os grãos é uma tarefa que requer paciência , calam e minúcia , que são características do feminino, o homem resolve suas situações através de uma outro prisma já a mulher observa detalhes, minúcias , sendo assim ao conseguir se sair bem desta prova , significa que estará livre das garras de Baba Yaga. Grãos são sementes que a meu ver são as nossa possibilidades de crescer , de ressurgir de baixo da terra e dar frutos. Os grãos também nos remetem a deusa Demeter, que era deusa da fertilidade e por ser separada de sua filha deixa a terra sem frutificar até que possa reencontrar sua filha Core.
È interessante observarmos que contos e mitos se entrelaçam, como uma trama de situações que também se entrelaçam na vida .
Outro aspecto importante ressaltar, que tanto nos contos como na vida, as mulheres têm o poder da vida.
Penso que a feminino nos contos de fadas sempre nos faz pensar no arquétipo da Grande Mãe, independente de trazer a tona o pólo negativo ou positivo, creio que há sempre novos olhares e possibilidades de crescer e se transformar.



Bibliografia de referencia

Franz , Marie-louise von



O feminino nos contos de fadas
Ed. Vozes Petropolis RJ ,
1995




segunda-feira, 6 de junho de 2011

Estivemos no bar Por do Sol quase que o dia todo , pintando e no final da tarde cada artista com sua tela , varios olhares sobre a baia ...e o mar .... muito gostoso foi este dia

Aqui a paisagem escolhida esta logo ao fundo, e nós e nossos trabalhos a frente

PINTURA AO AR LIVRE EM MACAÉ


Esta tela foi pintada em Macaé no dia de pintura ao ar livre com integrantes do Grupo Água e professor do Atelie da Bea

domingo, 5 de junho de 2011

Logo novas postagens !!!! A exposição de Macaé , nossa Pintura ao Ar Livre .... e novos textos sobre arteterapia!!!! Esperem !!!!

domingo, 22 de maio de 2011


Pintura ao Ar Livre em Itu muito interessante. Adorei participar .....
Esta foi a localidade que escolhi para pintar .
Aqui minha tela , ainda necessitando de alguns retoques .É bem gostoso fazer pintura ao ar livre , mas eu ainda não tenho tanta habilidade , foi uma nova experiencia

PALESTAR NA ALP - SOBRE OS CONTOS DE FADAS


No ultimo dia 9 de maio estive falando para cerca de 80 professores , da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e também da Educação de Jovens e Adultos - EJA frequentam o curso "Literatura, Música, Teatro e a Expressão do Pensamento Humano",publicado em Diário Oficial, como parte das atividades da Academia de Letrasdos Professores - ALP - para o ano de 2011. A maioria desses professores é membro da ALP, um trabalho associado à Academia Estudantil de Letras -AEL, projeto desenvolvido com alunos em diversas escolas da Rede Municipal, orientado pela Diretoria Regional de Educação Penha, falei sobre sobre o conto de fadas , e como não podia deixar de ser sobre falei ainda As bruxas nos contos e sua importancia .
Falei sobre meu trabalho com contos e Arteterapia e do trabalho com mulheres ,
foi um encontro maravilhoso, onde pude passar minha experiencia , sobre os contos como valioso recurso na Arteterapia.
Respondi varias perguntas. Aqui estou com Suely que promoveu o encontro e Naava Bassi minha amiga e autora de livros infantis.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estou um pouco ocupada , com mil atividade , mas logo posto aqui : minha participação na reunião da ALP e minha participação na Pintura ao ar livre em ITU .... esperem só mais um pouquinho !!!!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Grandes Mães: Mães, avós, mulheres,


Grandes Mães: Mães, avós, mulheres,
Fadas e bruxas nos contos de fadas e os mitos:
Um caminho para o processo da transformação

Falar sobre mães e mulheres em fadas e bruxas é sempre muito gratificante, como afirma Estés, podemos não dar a luz, termos um lindo bebê, mas há mulheres que geram maravilhosa idéias , projetos , há aquelas que ensinam a pensar podem criar escritoras ,pintoras iniciantes , enfim gerar filhos e idéias tem para mim o mesmo valor, pois estas mulheres de uma ou outra maneira são mulheres sabias

Gould ( 2005) no seu livro “Fiando Palha, tecendo Ouro” nos fala sobre o processo de transformação que é inerente a toda mulher, coloca que este processo uma vez iniciado não pode ser detido, estamos sempre caminhando entre o conhecido e o desconhecido. Fala também que os contos de fadas nos mostram o tempo todo este processo transformador. Jovens deixam a adolescência para ser tornarem mães, mães se tornam avós, e assim a transformação se dá

Devemos um dia despertar para a nossa nova realidade, assim como acontece nos contos , se observamos são as mulheres que nos diferentes contos são portadoras da transformação e não os homens , Vocês já haviam percebido isso ?
Falando sobre os contos e mitos, um que me chama a atenção é o mito de Demeter e Perséfone que relata a relação entre mãe e filha, esta relação que lida com perdas e transformações, Demeter quando se vê sem sua filha se muda do Olimpo, e faz com que a terra deixe de dar frutos quando esta afastada da filha, Perséfone depois de ser raptada e viver com Hades volta a terra fica
um período com sua mãe e outro com Hades, ela também se transforma com esta nova situação vivida.

Estés (2007) comenta que Demeter é a Mãe terra que se deixa morrer quando sua filha desaparece, e volta vibrante e alegre quando esta lhe é restituída, ora mães se entristecem e deixam de viver plenamente quando sentem a perda de suas filhas e filhos , quando estes desaparecem , mas temos também que pensar que as mães devem criar seus filhos para que assumam suas vidas forme novas famílias e deixem o ninho materno, assim como os pássaros um dia deixam o seu ninho e partem para uma nova experiência ,

Estés coloca que existe nos mitos e contos a velha que é a Grande Mãe, a grande avó, a que conhece as ervas e a cura. As avós nos contos são aquelas que vão dar o conhecimento aos mais jovens. Estas mulheres cita Estés
( 2007) sempre estão prontas a dar aos jovens , independentes dê serem seres humanos , animais , obras de arte, enfim dar aos que ainda não sabem como viver a vida, é seu lema.

Há um livro super interessante “Histórias da Avó” contos da mulher sabia de varias culturas... Sua autora Mutén (2009) coloca que houve um tempo em que a mulher sabia era tão conhecida, assim como o chão que passamos , sua sabedoria e seu conhecimento eram respeitados, e eram elas que guiavam o seu povo e guardavam a tradição , isso era no tempo do matriarcado , porém com a instituição do patriarcado , esta mulher deixou de ocupar seu lugar, sendo por vezes vista em contos como a mulher má ou a tola.

Mutén (2009) conta vários contos onde estas mulheres são independentes, sábias, bem informadas e principalmente respeitadas por suas comunidades, os contos narrados neste livro nos falam da sabedoria, perspicácia, sagacidade como grandes qualidades destas mulheres.

No meu mestrado trabalhei com a Grande Mãe que tanto pode ser uma fada como uma bruxa, a bruxa é o arquétipo negativo da Grande Mãe, mas nas histórias e contos de fadas elas podem nos mostrar caminhos e nos fazer crescer. Acreditam nisso?

As bruxas, segundo Greer (1994), sempre existiram em todas as sociedades, tempo e lugar. Tornam-se protagonizadas nos contos, em geral pela expressão da mulher velha. A crença na existência destas mulheres acontece de preferência em locais onde não se encontra explicações convincentes e plausíveis para mortes, infertilidade, doenças. Entre essas mulheres, aquelas denominadas bruxas, são por certo as mais velhas, as carrancudas, e as de olhos esbugalhados. A função das bruxas, das xamãs, ou simplesmente da mulher idosa é de grande importância nas sociedades antigas que desconheciam a escrita.

Pode-se afirmar conforme Greer (1994) que a antiga bruxa, é uma figura matriarcal. Agrega em si o princípio da irmandade, que vê o grupo, e sua comunidade acima do indivíduo.

As Grandes Deusas habitam o imaginário coletivo. Acompanhavam os destinos dos homens, ajudando nas diferentes situações que a vida lhes propiciava. Já no século XII estas mesmas mulheres eram denominadas fadas. Exerciam o bem e o mal. Eram ao mesmo tempo angelicais e diabólicas, mantendo a dualidade sempre presente. As fadas nos contos celtas, trazidas da literatura medieval, possuíam o conhecimento da natureza e conheciam também o mundo dos mortos. Enaltecidas pela beleza e sexualidade, estas mulheres, conheciam as metamorfoses e as ervas, os filtros amorosos e os objetos mágicos. Através da metamorfose revelavam - se lindas, ou então velhas de aspecto asqueroso. Portanto, enfeitiçavam os homens e tinham soberania sobre eles.

Barros (2004) expressa que o homem então transpôs para a mulher estes poderes e fascínio. Muitas delas conheciam ervas e as usavam delas para remédios. Assim o conhecimento sobre as ervas, letais, curativas, afrodisíacas, alucinógenas denotavam contato intimo com a natureza e com a arte de curar.

Nos contos de fadas a bruxa é uma figura simbólica podendo receber, portanto muitas e distintas interpretações, sendo que uma seria a Grande Mãe.
O termo “Grande Mãe” também deve ser entendido como o Grande Feminino, que vem a surgir tardiamente na história da humanidade apesar de venerada muito antes de seu aparecimento. Este arquétipo não é constituído somente pela junção dos dois nomes Grande e Mãe, e sim pelos simbolismos contidos nestes dois nomes. A “Grande Mãe” é antes de tudo a mãe terra, a árvore. Aos poucos estes diferentes símbolos vão se unindo ao arquétipo primordial da Grande Mãe, que se manifesta em ritos e mitos. (Neumann, 1974)
Diferentes figuras humanas podem circunstancialmente exercer o lugar da imagem arquetípica perante a mesma pessoa. O papel “Grande Mãe” circula entre as relações dependendo das necessidades do momento e dos vínculos interpessoais manifestos que melhor possam atendê-la. Foram difundidas através de mitos, rituais, fábulas, e religiões nas quais tomam diferentes formas, ninfas, fadas, deusas, bruxas e demônios femininos. Todas representantes do arquétipo da “Grande Mãe” e conseqüentemente do “Grande Feminino”. (Neumann, 1974)

Segundo Chevalier e Gheerbrant (2006), as Grandes Mães foram Deusas da Fertilidade. A Mãe possibilita o nascer, e o morrer. Ao nascer saí-se do seu ventre, ao morrer retorna - se á terra, que também é mãe, que alimenta o ser humano com seus frutos. A mãe carrega o simbolismo de abrigo, ternura, alimentação. Através de seu lado negativo é vista como devoradora. Em relação ao Cristianismo, a Mãe é a Igreja, como local onde se encontram a vida e a graça.

O Arquétipo Materno compreende não somente a mãe real de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. Isto inclui mulheres em geral, imagens míticas de mulheres (tais como Vênus, Virgem Maria, (mãe Natureza) e símbolos de apoio e nutrição, tais como a Igreja e o Paraíso.

O arquétipo da “Grande Mãe” corresponde à imagem primordial de mãe. Sintetiza todas as experiências relacionadas à maternidade, acumuladas ao longo do tempo, pela humanidade durante séculos. Von Franz (1990) observa que o arquétipo sempre compõe – se de dois lados: um que é luminoso e outro sombrio. No arquétipo da “Grande Mãe” encontra - se a deusa que representa a fertilidade, e a bruxa como mãe diabólica.

Na sua polaridade positiva a “Grande Mãe” apresenta as qualidades de amor, carinho, proteção, nutrição, e aceitação. Está ligada a todos os impulsos ou instintos benignos, a tudo que acaricia, ao que sustenta, e propicia o crescimento e fertilidade. Seu lado negativo manifesta-se como a mãe terrível devoradora, que seduz e asfixia , abandona e aprisiona. Está ligada à escuridão, e ao mundo dos mortos. A bruxa dos contos é a figura arquetípica da “Grande Mãe”, é a Deusa Mãe negligenciada, abandonada, como também Deusa Terra que é Deusa Mãe, no seu aspecto destrutivo. (Grinberg e Gheerbrant, 2003).

Os contos migram e existem em diferentes países. Sua estrutura, pouco é modificada. Nos contos de versão russa encontra-se Baba – Yaga, como a mãe natureza. Ela é a deusa da vida e da morte. Ela usa uma vassoura e tem um caldeirão. (von Franz 1985) suas características são portanto semelhantes as utilizadas pelas ditas bruxas dos contos europeus.

Acredita-se ser de suma importância que tanto as crianças quanto os adultos, possam ver esta personagem dos contos de fadas, como aquela que possibilita a morte de uma fase da nossa vida para o surgimento de outra, e não somente a mulher má, pois toda a mulher traz consigo uma fada e uma bruxa. Os contos de fadas revelam fadas boas e más. A ambigüidade permanece viva na figura da mulher. No entanto o tempo resgata a variação das ações, mulheres são boas e más em diferentes momentos de suas vidas.

Bibliografia de referência

BARROS, Alvim Maria Nazareth As deusas as bruxas e a Igreja – Editora Rosa dos Tempos – 2004 Rio de Janeiro

CHEVALIER Jean, CHERBRANT Alain – Dicionário dos Símbolos - Editora José Olimpio 20ª edição 2006 Rio de Janeiro

GREER Germaine – Mulher Maturidade e Mudança - tradução Ana Laura Faria de Antezana Ed. Augustus – 1994 – São Paulo -

ESTÉS Pinkola Clarisse Ciranda das mulheres sábias Rocco Editora 2007 Rio de Janeiro

COULD Joan – Fiando palha tecendo ouro Rocco Editora, 2005, Rio de Janeiro

VON FRANZ, Marie – Louise – A interpretação dos contos de fadas –– Paulus.
1990 São Paul0

_________ . A sombra e o mal nos contos de
fadas- – Edições Paulinas 1985- São Paulo

Grandes Mães: Mães, avós, mulheres,

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Páscoa. Passagem

A Páscoa tem como simbolismo a passagem, atualmente não existem mais ritos de passagem como antigamente, isso faz com que não tenhamos mais ritos que nos inserem nas diferentes fases da nossa vida; a passagem de criança para jovem, de jovens para adultos, de adultos para velhos.

Há um ponto de vista que pode ser analisado ao se trabalhar com o tema da passagem, e que vou me ater neste artigo, é a passagem da mulher jovem, para a mulher madura, e esta para a velhice, ou ainda o viver cada etapa de nossa vida com sabedoria.

Estés em seu livro Ciranda das Mulheres Sábias escreve que existe um arquétipo das mulheres sábias, no qual as avós estão inseridas, porém ela ressalta que a este arquétipo pertencem as mulheres de todas as idades, nas quais estamos inseridas, esclarece que ao falar sobre as avós como representantes deste arquétipo, não está se referindo a idade cronológica, e sim aos diferentes estágios pelos quais nós mulheres passamos

Para se ser uma mulher sábia , não precisamos, portanto, sermos avós , termos uma determinada faixa etária , necessitamos sim, participarmos desta grande caminhada que é ser mulher. É, portanto acumular as conquistas adquiridas ao longo da vida, mesmo que estes ganhos tenham surgido através de derrotas, de decisões equivocadas ou acertadas, de fracassos ou acertos, recomeços dolorosos ou radiosos, é ser “grande” ao invés de ser apenas “uma mulher comum”,ao acumular estas conquistas a mulher poderá possuir maior criatividade, maior autoconhecimento, coragem, e sabedoria, o que a fará uma mulher diferenciada, uma Grande Mulher , uma Grande Mãe.

Afinal podemos ser mães reais de lindas crianças, assim como podemos também gerar idéias, processos, novas posturas, Esta autora coloca que na mitologia o que é importante para a mulher é florescer em cada estação de sua vida Estés coloca que as mulheres independente de sua idade, devem viver o arquétipo da mulher sábia, que significa viver a vida plenamente.

Sempre todos os dias, sempre com seu livre arbítrio, seu autoconhecimento. Isso para mim é muito significativo, todas, independente de idade temos ganhos, temos conquistas e podemos desta forma viver cada momento na sua plenitude.

Se você gosta de contos de fadas, já deve ter percebido que na maioria deles a mulher mais velha é a que tem em seu poder a sabedoria, para ajudar as mais jovens, as quais ainda inseguras, recorrerem a elas pedindo ajuda e conselhos.


Estés (2007) coloca que a mulher nova e a velha se complementam, isso é, elas juntas simbolizam dois aspectos que vamos encontrar na psique da mulher, ela diz “a alma da mulher é mais velha que o tempo e seu espírito é eternamente jovem” sendo assim, vemos o quanto cada fase de nossa vida é preciosa, e que nada deve ser considerado a mais ou de menos.
Concordo com Estés quando ela afirma que somos abençoadas e que apesar de alguns de nossos caminhos serem mais tortuosos, e que por vezes nos fizeram cair, do tempo que perdemos, das incertezas, das hesitações, estas situações se tornam os recursos que temos para crescer, para ir adiante, sempre

Ainda no seu livro "Ciranda das Mulheres Sabias", Estés faz uma comparação que muito me agrada, entre a mulher e árvore, ela coloca que a árvore contém em suas raízes, isto é, abaixo dela na terra, outra árvore que é uma “arvore oculta “ que lhe dá os subsídios para que cresça, isto significa que nós mulheres sempre temos uma “mulher oculta”dentro de nós, que está sempre nos levando a buscar o nosso eu maior, para a vida , para as novas conquistas, pois assim como algumas árvores conseguem sobreviver com as intempéries da natureza, nós também somos capazes de sobreviver apesar dos caminhos difíceis, dos dissabores, das inseguranças, pois somos como árvores, pois temos raízes na terra e podemos retirar dela os nutrientes para nossa sobrevivência,

Alguns contos e mitos nos mostram esta passagem que é um símbolo muito forte, o conto Vassalissa pode ser trabalhado sobre diferentes aspectos, penso que podemos trabalhar com arquétipo da Grande Mãe, como numa oficina que realizei na faculdade Mozarteum de S. Paulo, assim como pode ser trabalhado no processo de transformação da menina em mulher e o caminho do herói que teve que passar para atingir esta passagem.

Ainda podemos aproveitando a comparação da mulher e árvore, trabalhar com a confecção de uma arvore com arame e argila, pois assim estará trazendo a sua mulher interior e oculta para fora.
Portanto a passagem é quase sempre difícil Gould (2005) coloca que as transformações não são reversíveis, elas acontecem no nosso interior e podem causa dor, envolvem o subir ou descer de um nível a outro da consciência , conseguindo então vislumbrar onde estamos e onde queremos chegar .este autor ainda coloca que na maioria das histórias apesar da jovem não se dar conta é a mãe natureza , vestida de bruxa , ou de madrasta ou ainda de da décima terceira fada, que nos leva ao esta passagem , esta transformação que é o processo de crescimento. Fazendo o que a Boa Mãe não fará pois este prefere ter a sua filha sempre criança ao seu lado.

Finalizo este texto que fala de passagem e de transformação como texto de Gould ela diz:
“ .. todos nascemos para sermos mudados , dizem nos as histórias; estamos sempre em movimento de uma transformação para a seguinte , quer queiramos ser transformados ou não” isso porque ela faz parte de nossa vida sempre .


Bibliografia de referencia
ESTES PInkola Clarissa . A ciranda das mulheres sábias ser jovem enquanto velha.Velha enquanto jovem . Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2007
GOULD Joan. Fiando palha tecendo ouro o que os contos de fadas revelam sobre as transformações na vida das mulheres Editora Rocco, Rio de Janeiro, 2005


Vai aqui o texto sobre a Páscoa e seu significado !!! Passagem !!!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desejo a todos uma maravilhosa Pascoa , que tem o maravilhoso significado de Passagem , estou com o meu computador quebrado, em conserto, e nele esta o texto que ia postar aqui , fico devendo, o coloco assim que puder. Namastê

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hoje é o dia mundial do beijo .... Como nos contos de fadas

Tente quem sabe ele não se transforma em um belo principe!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Falando sobre as mulheres e as bruxas : parte III

Escrevi: Em relação ao personagem da bruxa como símbolo, poderá conter diferentes interpretações, pois cada conto a bruxa poderá trazer diferentes aspectos de um mesmo símbolo.
Bonaventure (2000) coloca que:
... não podemos negar que a bruxa, ou as feiticeiras, as deusa guerreiras, as deusa do amor, mulheres fortes, respeitáveis são necessária para a vida”. (Bonaventure 2000, p.16)

Esta autora observa que os contos trazem em seus conteúdos diferentes comportamentos relacionados à mulher, que também são encontrados na vida real. Isso acontece quando diante de determinadas situações, as mulheres se sentem como meninas abandonadas, da mesma forma que Maria do conto “João e Maria”, ou mesmo madrastas perversas, como a madrasta do conto” Branca de Neve”.

Nos contos de fadas a bruxa é uma figura simbólica podendo receber, portanto muitas e distintas interpretações, sendo que uma seria a Grande Mãe. Esta foi a minha leitura sobre a bruxa , a Grande mãe ;

Neumann (1974) coloca que existe uma grande gama de imagens simbólicas que representam a Grande Mãe, que são difundidas através de rituais, mitos, religiões e fábulas, sendo estas representadas por deusas e fadas, ou mesmo por demônios femininos, entidades malévolas e ou encantadoras.
A bruxa dos contos de fadas corresponde, portanto, a polaridade negativa ligada ao arquétipo da Grande Mãe.

O arquétipo da Grande Mãe pode ser entendido através de três aspectos que a simbolizam a mãe bondosa, a mãe terrível e a mãe bondosa – má. É através da mãe bondosa - má que a Grande Mãe pode ser vista, como portadora da possibilidade de unir os pólos, positivo e negativo do arquétipo da Grande Mãe (Neumann 1974). A Mãe bondosa - má pode ser definida por aquela que age como uma pessoa má para proporcionar o desenvolvimento do outro esta citação é muito importante em se tratando da grande mãe.

A simbologia encontrada nos contos de fadas é sempre muito importante isso porque, é através destes símbolos e arquétipos contidos nos contos, que as crianças e adultos, podem transcender aos fatos narrados nos contos para a partir deles compreender, através dos símbolos, diferentes situações as quais passam durante sua vida, re estruturando assim suas vivencias, re significando-as quando necessário para obter uma vida mais saudável.
É este a importância dos contos para a arteterapia a meu ver, trabalhar e vivenciar os contos e trazes a tona o que ficou na sombra para esta re significação , e re estruturação da vida .


Constato, portanto que: Vive-se, portanto, num mundo simbólico, onde a linguagem falada, os gestos, as figuras, os desenhos fazem parte integrante deste mundo, é importante que saibamos entender e compreender esta simbologia.

Continuação da Dissertação de Mestrado

Falando sobre os arquétipos contidos nos contos de fadas: parte II

Continuando a minha síntese e as minhas novas colocações e ampliações veja que colocação interessante faz esta autora
Franz coloca que: Os estudos dos contos de fadas são essenciais. Eles delineiam a base humana universal, porque versam sobre personagens “do outro lado do mundo”, o mundo da fantasia, onde tudo é possível, o mundo do “faz – de - conta”, e que sua linguagem portanto é facilmente entendida v. Os contos estão além das diferenças culturais e raciais, podendo migrar de um país a outro. Sendo assim, apresentam uma linguagem que parece ser internacional. (von Franz 1990).


Chinen (1989) relata que através dos contos de fadas e da imaginação são vividos acontecimentos “do que pode ser e não do que simplesmente é” (p12) . Pois os contos lidam com a fantasia, e mostram uma maneira ideal de ser. Observa - se personagens semelhantes aos do mundo real, o que facilita a identificação do indivíduo com o personagem.
Portanto quando usamos os contos de fadas como sensibilizações nas vivências arteterapeuticas temos a possibilidade de lidar com fatos que podem já ter sido vividos pelas mulheres, pelas crianças enfim , e a partir destes contos recriarmos ações ,termos um novo olhar os fatos , buscar soluções criativas para os nossos problemas , quando uma situação é vista num outro contexto , por ex num conto de fadas , podemos imaginar , se este personagem superou esta situação , eu posso tentar . ..

As crianças e os adultos sabem muito bem que é bom estar no mundo da fantasia isso sempre acontece ao ouvirem a frase: ”Era uma vez...vão iniciar uma viagem para um outro mundo, longe deste, só voltando ao ouvirem a frase: “... e foram felizes para sempre”.

Olhem que interessante esta afirmação : Dieckmann (1986), coloca que existem dois mundos vividos pelas crianças e eu afirmo que também pelos adultos: : o real e o da fantasia. Que o primeiro destes mundos corresponde à nossa consciência, aí estão os acontecimentos do dia a dia. Já o segundo mundo corresponde ao nosso inconsciente, lugar dos sonhos e das fantasias, onde tudo pode acontecer. E é neste mundo que se encontra o conto de fadas. A diferença entre eles está no fato de que no segundo mundo se instala o mundo mágico, e lá os animais falam, existem bruxas e fadas, uma floresta com uma casinha de chocolate, uma bruxa, e um espelho mágico...

Se quando trabalhamos com arteterapia buscamos trazer a tona o que esta no inconsciente e olhando para as nossas produções visualizar as saídas, as novas posturas, as dificuldades e emoções que estavam escondidas , os contos nos ajudam neste trajeto, nos trazer conteúdos simbólicos , através de diferentes situações e podemos vivenciar ainda alguns arquétipos . isso porque é sabido que na vida independente de sexo , idade , cultura todos temos emoções e sentimentos semelhantes , já sentimos Medos , alegrias , angustias , satisfação , felicidade , temores , e estes sentimentos estão contidos também nos contos de fadas . vividos pelos seus personagens , reis, rainhas , servos , avos . madrastas , pais , mães , fadas e bruxas.

Quando estamos desenvolvendo uma atividade arteterapeutica devemos nos preocupar ao escolhermos os contos para narrar a uma determinada população, isso porque é importante verificar-se quais seriam os melhores, levando-se em consideração os conteúdos que se pretende mobilizar no ouvinte. Sendo que é importante termos consciência que os arquétipos carregam simultaneamente possibilidades de saúde, e de doença, de bem e de mal, de certo e do errado, do feio e do belo, pois estes tem suas polaridades positivas e negativas .

Sobre os símbolos contidos nos contos escrevi “O símbolo é a linguagem através da qual os arquétipos presentes tanto nos mitos, quanto nos contos de fadas falam à humanidade. Esta linguagem se apresenta através de metáforas e alegorias, ou mesmo por intermédio da linguagem poética. Quando estuda - se os contos de fadas, encontra - se a linguagem simbólica, que traz para a realidade o que surgiu no imaginário para possibilitar então a comunicação com os leitores. “
Coelho foi uma autora bastante citada por mi , visto que tem livros interessantes sobre o tema dos contos de fadas vejam o que ela coloca : que a linguagem simbólica, é que possibilita que as mensagens contidas nos contos nos falem da Sabedoria da vida, esta vem sendo transmitida à humanidade até os nossos dias, pois estas apesar da mudança dos tempos, as mensagens permanecem imutáveis

Sempre cometo que os contos podem e devem ser lidos e trabalhados em diferentes faixas etárias e agora relendo minha dissertação vejo que um dos autores nos quais embasei minha pesquisa, escreve: Bonaventure (1992) afirma que os contos, através da sua linguagem simbólica trazem aos seus leitores os conflitos vividos na infância, na adolescência e também na vida adulta, mostrando desta maneira as diferentes situações vividas pela humanidade, sendo que junto aos conflitos trazem as soluções simbólicas para estes problemas, por intermédio da sabedoria popular , isso só faz cada vez mais ter o conto com um grande aliado nas minhas vivencias.

Observem o que constatei em relação aos temas: “Os temas tratados nos contos de fadas são muito variados, podendo trazer as conquistas de um príncipe, a perda da mãe, a nova madrasta, etc. É esta variedade temática que possibilita às pessoas se identificarem com os personagens e com as imagens simbólicas contidas contos de fadas”

Roda de Mulheres

Estão todos convidados a participar da Roda de Mulheres . ficarei feliz com a sua participação .

quarta-feira, 30 de março de 2011

As bruxas nos contos de fadas – uma síntese e uma releitura do meu mestrado: parte I

Quando resolvi fazer meu mestrado já tinha em mente trabalhar com os contos de fadas, também pensava em trabalhar com os mitos, mas com as orientações de meus professore fui fechando o tema. Quanto mais abrangente é o tema, mais difícil se torna a pesquisa então eu tinha, o tema dos contos de fadas, mas focar o que dentro deste tema que é vastíssimo, com o andamento do mestrado fui afunilando, os personagens? , ainda era amplo, as mães? , então as grandes mães, nela a bruxa, desta forma nasceu ” as bruxas nos contos de fadas” . Com o tema decidido então parti para eleger o que estudar em relação a bruxa, sendo ela é a grande mãe no seu aspecto negativo , fui buscar qual a sua contribuição nos contos e qual a visão das crianças a seu respeito, visto que nos dias atuais, com os filmes e os jogos de vídeo games as vezes tão assustadores , a minha questão era será a bruxa ainda uma personagem que é vista como do mal , que assusta, amedronta. Para passar o que pesquisei, vou fazer uma pequena síntese dos capítulos, para que possam entender o meu raciocínio. Estarei, portanto colocando alguns trechos da dissertação, juntamente com minha visão atual deste tema e algumas novas informações, isso porque, não saberia somente copiar e colar aqui o que já escrevi sobre um tema que venho estudando muito tempo, e que a cada nova leitura, novos esclarecimentos, novos pontos de vista . Estou dividido os assuntos para postar um após o outro para que não se torne longo, nem cansativo demais esta leitura. Ah!! Vou colocar algumas ilustrações que não foram possíveis na dissertação. E vou colocar em itálico meus pensamentos atuais. Vou iniciar tecendo alguns comentários sobre os contos de fadas Escolhi alguns contos para fazerem parte dos meus estudos, e fiz questão de trazer às crianças a versão de Grimm de uma coleção que era minha quando criança, as suas folhas amareladas, e os contos sem muita ilustração : João e Maria , Branca de Neve , Rapunzel, que foram contados em uma pré escola, sendo que a partir deles fiz a minha analise prática. Esta coleção é bem antiga e nela os contos me parecem ser os originais.

Sobre os contos de fadas acredito que estes são importantes por fazerem a ligação entre o consciente e o inconsciente , trazendo em seu bojo conteúdos da sabedoria popular ,os conteúdos simbólicos que vem caminhando a muito tempo até chegar aos nosso dias, . Von Franz afirma que para Jung “o conto de fadas é, em si mesmo, a sua melhor explicação” Seu significado está contido na totalidade dos temas que ligam o fio da história”( apud von Franz 1990, p. 9). Sabemos que os temas encontrados nos contos de fadas são comuns a toda humanidade, são situações vividas por crianças e adultos nas suas famílias, os personagens dos contos permanecem por nossa vida, sempre presentes, quem não se lembra do dialogo entre o lobo mau ( fingindo de vovó ) e chapeuzinho vermelho ... Até hoje me lembro de um disco com esta história e as falas dos personagens parecem tão nítidas na minha memória !! “mamãe é o anjo bom que zela por sua vida “”. A música dos caçadores, alguém se lembra ? Nos contos sempre encontraremos rainhas, reis, princesas, príncipes e ainda as bruxas, fadas os quais transitam pelo conto fazendo o inesquecível. Este personagens vivem representações arquetípicas de pais, mães filhos e por este motivo que é tão fácil nos identificarmos com os personagens dos contos de fadas.. Em minha dissertação coloco: Jung, ao estudar mitos, percebeu que os contos de fadas, também continham ensinamentos vindos da sabedoria popular. Em suas pesquisas sobre os arquétipos, constatou - os presentes em mitos e em contos de fadas. (von Franz 1990) Continuo meu texto: Von Franz (1990) comenta o motivo que Jung e a Psicologia Junguiana têm para estudar os contos, deve-se ao fato de ser “nos contos onde melhor se pode estudar a anatomia comparada da psique” (Jung apud von Franz 1990 p 25 ) pois nos contos existe um material cultural que tem suas raízes no imaginário da psique coletiva, possibilitando a criação de imagens diferenciadas Outra colocação que faço baseada em Von Franz: Von Franz (1985) afirma que as tendências inatas, os arquétipos que encontram – se nos contos, podem ser influenciados pelas civilizações nas quais se originaram. Ainda os contos apresentam uma estrutura simples, básica o que lhe permiti fazer sentido para qualquer pessoa. (von Franz 1985) Ora estes já são motivos mais do que suficientes para que eu os use como sensibilizações em minhas oficinas, pois através deles trabalho com os problemas existentes na humanidade e também com os arquétipos neles contidos para mim isso tem um enorme valor. Bettelheim (1979) coloca que nos contos de fadas vamos encontrar o bem e o mal, eles la estão inseridos nas ações dos personagens , e sabemos que em nossa vida podemos tanto agir ou vivenciara situações onde existe o bem e o mal E portanto esta dualidade que faz com que as crianças esperneiem as diferentes possibilidades de ação assim com busquem subsídios para resolver seus problemas. Os contos nos mostram formas diferentes de agir frente s situações de nossa vida e também nos levam a olhar para as possíveis soluções, ainda mostram fadas madrinhas, boas mães, mães ruins, madrastas más e perversas, bruxas, pais ausentes... enfim tudo isso esta presente nos contos e na vida de todos nós. Já perceberam que os conto tem uma estrutura que se mantém, quando busquei por estas informações li vários livros constatando o que Von Franz afirma que : Os contos de fadas, sempre acontecem em um tempo e em um lugar. Mas estes não estão claramente especificados. Isto porque na terra de ninguém os contos começam assim: “Era uma vez, num castelo”... ou então “Numa extremidade da terra onde”... Isso pode ser entendido como uma eternidade atemporal, de agora e de sempre. Depois o conto apresenta as pessoas envolvidas, “um rei que tinha 3 filhos”... Percebe - se que existem 4 personagens e que por ex: a mãe está sendo omitida desta história. (Von Franz 1990). Posteriormente surge o problema ou a situação principal. Sempre é apresentado no início da história, pois se não o apresentar, logo no início, não haverá história. Na continuidade encontram-se os altos e baixos que constroem o enredo do conto. Seguem as provas pelas quais o herói terá que passar, podendo receber ou não a ajuda dos elementos mágicos, a aparição das bruxas e magos, ou das fadas, e na maioria das vezes um final feliz. Esta é uma constante nos contos de fadas esta autora coloca que o final da história é sempre muito importante, pois quando entramos no mundo da fantasia, temos, portanto de voltar ao mundo real , de onde nos afastamos por um tempo . Gosto muito desta colocação de Campbell (apud Busatto 2004) quando coloca que “um conto de fadas é um mito para a criança. Há mitos certos para cada estágio da vida” (p. 30).

sexta-feira, 25 de março de 2011

...Criando oficinas...

Na minha vivência como arteterapeuta percebi o quanto é importante preparamos as vivencias que vamos fazer com o nosso grupo. Já falei algumas vezes que o conhecimento do grupo é muito importante e que podemos usar alguns recursos para isso, mas hoje não vou me ater a estes recursos. Vou tratar das etapas que utilizo quando faço alguma vivencia. A sensibilização, a proposta e a finalização.

Cada um destes momentos tem sua importância, conhecendo o grupo, posso traçar objetivos os quais pretendo trabalhar, já trabalhei com grupos na maioria deles: mulheres tive grupo da terceira idade, de mães de portadores de crianças necessidades especiais, de adolescentes de uma ONG. Cada um destes grupos tinha necessidades especificas, partindo destas necessidades montava minhas vivencias.

Com o grupo de terceira idade trabalhei com o resgate da sabedoria, com as novas possibilidades de vida, com as qualidades individuais. Com os jovens trabalhamos com o resgate da infância, o brincar e a responsabilidade, com, mas mães de crianças portadoras de Necessidades Especiais trabalhamos com o resgate da mulher!
Sendo assim vivèncias diferentes, públicos diferentes, sensibilizações, portanto também diferentes. Ou sensibilizações iguais e produções diferentes!

Partindo do principio que a sensibilização é a que dará origem ao trabalho, deve ser preparada e pensada com muito cuidado, um dos recursos que mais gosto são os contos.

Trabalhei , portanto com contos para mulheres com a terceira idade, com os jovens, foi tudo diferente, acreditem trabalhamos com alimentos (lanchinhos), eles eram muito carentes e o alimento os ajudava neste vinculo amoroso, e com as mães, usei vários recursos, contos textos, música
Tendo em vista a sensibilização, parto para a proposta, este é também é um momento super importante, a escolha do material, o que realizar como propor...


Então já usei massinha, argila, juta, caixas de sapato e outras caixas, tecidos, papel colorido, guache, tinta a dedo, pequenas telas, trabalhamos com mosaico e recorte e colagens, enfim uma gama imensa de atividades... Fizemos entre outras coisas o nosso jardim interior, mandalas, caixas com mosaico, bordamos com lã, fitilho na juta, usamos feltro .


Já finalizamos , conversando , abraçando, escrevendo... Compartilhando, Ah e sempre com a leitura de uma cartinha...

Vejam como há o que pensar: o grupo, o nosso objetivo, a sensibilização, a proposta, a finalização... e quando vamos trabalhar num continuum , o que fazer no próximo encontro , uma seqüência.

Entre os trabalhos que já fiz alguns me marcaram mais um deles foi com as senhoras, foi com este grupo que fiz a parte prática para minha monografia. Foram 5 contos como sensibilização, vivencias variadas e a finalização conversa, cartinhas... Outro trabalho que gostei muito foi realizado na faculdade Mozarteum trabalhei com um grupo muito grande, não conhecia a turma então busquei um tema, a Grande Mãe Fadas e Bruxas, através do Conto Vasalissa, é bem diferente quando trabalhamos com grupos grandes diversificados, isso também aconteceu num Congresso em Recife; pois não há vinculo, as pessoas normalmente estão lá para aprender.


Trabalhei várias vezes usando o conto O Alfaiate Desatento de Regina Machado do livro Formiga Aurélia, em todos os grupos sempre propus buscarmos a possibilidade que temos de transformar.



A primeira vez que trabalhei com este conto, ofereci papeis diversos e os fundos de pizza (senhoras da terceira idade ) trabalho este, que fez parte da minha monografia.

Outra vez trabalhei este mesmo conto, numa oficina com as Senhoras que faziam um atendimento junto ao profissional onde também eram atendidas as mães de crianças com NE, mas neste ofereci as cartolinas cortados como botões. Ai ofereci lãs e tecidos como: feltros, tules . Também trabalhei com este texto com um grupo do Congresso em Recife, Lá levei cartolinas, sem cortá-las como botões , os feltros, tules e diferentes tecidos. As produções foram diferentes, não em forma de botão.

É interessante observar que os materiais semelhantes, e a mesma sensibilização, a individualidade faz com que as produções sejam diferentes.

Sendo assim podemos concluir que, a sensibilização pode ser a mesma, vejam em todos os grupos contei este conto, os recursos até podem ser os mesmos, ou semelhantes, mas as produções sempre trazem à tona: as dificuldades, as aflições ou as alegrias de cada um, isso faz com que nos grupos não encontremos trabalhos iguais. Cada individuo é único. Cada grupo tem a sua peculiaridade.

A minha proposta em todos os grupos foi à mesma; que transformassem o botão do alfaiate no que desejassem.

O mais importante de ressaltar é que em todos os grupos, os participantes se sentiram bem, perceberam que independente da idade que tenhamos, da vida que tivemos , das dificuldades enfrentadas ou não , podemos transformar: situações, ações, atitudes, este era meu objetivo e ele foi atingido.

Sempre na finalização gosto de ter um retorno, como foi desenvolver esta atividade, porém em grupos maiores isso se torna muito difícil alguns se sentem envergonhados, em congressos o tempo por vezes é curto, então peço somente uma palavra , nos demais grupos fica mais tranqüilo e normalmente os participantes por já terem formado um vinculo , gostam de falar de se colocarem na maioria das vezes encerro com uma cartinha que traz uma mensagem
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