segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



A borboleta , como sabemos é um simbolo da transformação. Esta tela pintada por mim se chama :
Voando .... e tem este significado , voar para mudar , transformar.
Desejo à voces muitas mudanças no Ano que se inicia , muitas e maravilhosas transformações !!!!
Que possamos ser borboletas no jardim da vida !!!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pense nestas palavras e para o ano novo : MUDE


Mude,
Mas comece devagar, porque a direção é mais importantedo que a velocidade.Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.Mais tarde mude de mesa.Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente,observando com atenção os lugares por onde você passa.Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.Dê os teus sapatos velhos.Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente no campo,ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos...Veja o mundo de outras perspectivas.Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.Durma no outro lado da cama... depois,procure dormir em outras camas da casa.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...leia outros livros.Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.Durma mais tarde.Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.O novo lado, o novo método, o novo sabor,o novo jeito, a nova vida.Tente.
Busque novos amigos.Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,compre pão em outra padaria.Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,outro creme dental... tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.Vá passear em outros lugares.Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro,compre novos óculos, escreva versos e poesias.
Jogue os velhos relógios,quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.Abra conta em outro banco.Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.Seja criativo.
Grite o mais alto que puder no espaço vazio.Deixem pensar que você está louco.
Aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.Troque novamente.Mude, de novo.Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas pioresdo que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.A positividade que você está sentindo agora.Só o que está morto não muda!
Composição: Edson Marques

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

UM CONTO DE NATAL : A Pequena Vendedora de Fósforos

OLÁ PESSOAL , COMO GOSTO MUITO DE CONTOS, E OS UTILIZO SEMPRE NAS MINHAS VIVÊNCIAS , ACHEI INTERESSANTE TRAZER AQUI UM CONTO DE NATAL ... VISTO QUE O NATAL ESTÁ SE APROXIMANDO.

HOJE ELE É SÓ UMA MENSAGEM !!!!!!!!



















Era véspera de Natal. Fazia um frio intenso; já estava escurecendo e caía neve. Mas a despeito de todo o frio, e da neve, e da noite, que caía rapidamente, uma criança, uma menina descalça e de cabeça descoberta, vagava pelas ruas. Ela estava calçada quando saiu de casa, mas os chinelos eram muito grandes, pois eram os que a mãe usara, e escaparam-lhe dos pezinhos gelados quando atravessava correndo uma rua para fugir de dois carros que vinham em disparada. Não pôde achar um dos chinelos e o outro apanhou-o um rapazinho, que saiu correndo, gritando que aquilo ia servir de berço aos seus filhos quando os tivesse. A menina continuou a andar, agora com os pés nus e gelados. Levava no avental velhinho uma porção de pacotes de fósforos. Tinha na mão uma caixinha: não conseguira vender uma só em todo o dia, e ninguém lhe dera uma esmola — nem um só cruzeiro.
Assim, morta de fome e de frio, ia se arrastando penosamente, vencida pelo cansaço e desânimo — a imagem viva da miséria.
Os flocos de neve caíam, pesados, sobre os lindos cachos louros que lhe emolduravam graciosamente o rosto; mas a menina nem dava por isso. Via, pelas janelas das casas, as luzes que brilhavam lá dentro. Sentia-se na rua um cheiro bom de pato assado — era a véspera de Natal —; isso sim, ela não esquecia.
Achou um canto, formado pela saliência de uma casa, e acocorou-se ali, com os pés encolhidos, para abrigá-los ao calor do corpo; mas cada vez sentia mais frio. Não se animava a voltar para casa, porque não tinha vendido uma única caixinha de fósforos, e não ganhara um vintém. Era certo que levaria algumas lambadas. Além disso, em sua casa fazia tanto frio como na rua, pois só havia o abrigo do telhado, e por ele entrava uivando o vento, apesar dos trapos e das palhas com que lhe tinham tapado as enormes frestas.
Tinha as mãozinhas tão geladas… estavam duras de frio. Quem sabe se acendendo um daqueles fósforos pequeninos sentiria algum calor? Se se animasse a tirar um ao menos da caixinha, e riscá-lo na parede para acendê-lo… Ritch!. Como estalou, e faiscou, antes de pegar fogo!
Deu uma chama quente, bem clara, e parecia mesmo uma vela quando ela o abrigou com a mão. E era uma vela esquisita aquela! Pareceu-lhe logo que estava sentada diante de uma grande estufa, de pés e maçanetas de bronze polido. Ardia nela um fogo magnífico, que espalhava suave calor. E a meninazinha ia estendendo os pés enregelados, para aquecê-los, e… tss! Apagou-se o clarão! Sumiu-se a estufa, tão quentinha, e ali ficou ela, no seu canto gelado, com um fósforo apagado na mão. Só via a parede escura e fria.
Riscou outro. Onde batia a luz, a parede tornava-se transparente como um véu, e ela via tudo lá dentro da sala. Estava posta a mesa. Sobre a toalha alvíssima via-se, fumegando entre toda aquela porcelana tão fina, um belo pato assado, recheado de maçãs e ameixas. Mas o melhor de tudo foi que o pato saltou do prato, e, com a faca ainda cravada nas costas, foi indo pelo assoalho direto à menina, que estava com tanta fome, e…
Mas — o que foi aquilo? No mesmo instante acabou-se o fósforo, e ela tornou a ver somente a parede nua e fria na noite escura. Riscou outro fósforo, e àquela luz resplandecente viu-se sentada debaixo de uma linda árvore de Natal! Oh! Era muito maior e mais ricamente decorada do que aquela que vira, naquele mesmo Natal, ao espiar pela porta de vidro da casa do negociante rico. Entre os galhos, milhares de velinhas. Estampas coloridas, como as que via nas vitrinas das lojas, olhavam para ela. A criança estendeu os braços diante de tantos esplendores, e então, então… apagou-se o fósforo. Todas as luzinhas da árvore de Natal foram subindo, subindo, mais alto, cada vez mais alto, e de repente ela viu que eram estrelas, que cintilavam no céu. Mas uma caiu, lá de cima, deixando uma esteira de poeira luminosa no caminho.
— Morreu alguém — disse a criança.
Porque sua avó, a única pessoa que a amara no mundo, e que já estava morta, lhe dizia sempre que, quando uma estrela desce, é que uma alma subiu para o céu.
Agora ela acendeu outro fósforo; e desta vez foi a avó quem lhe apareceu, a sua boa avó, sorridente e luminosa, no esplendor da luz.
— Vovó! — gritou a pobre menina. Leva-me contigo… Já sei que, quando o fósforo se apagar, tu vais desaparecer, como sumiram a estufa quente, o pato assado e a linda árvore de Natal!
E a coitadinha pôs-se a riscar na parede todos os fósforos da caixa, para que a avó não se desvanecesse. E eles ardiam com tamanho brilho, que parecia dia, e nunca ela vira a vovó tão grandiosa, nem tão bela! E ela tomou a neta nos braços, e voaram ambas, em um halo de luz e de alegria, mais alto, e mais alto, e mais longe… longe da Terra, para um lugar, lá em cima, onde não há mais frio, nem fome, nem sede, nem dor, nem medo, porque elas estavam, agora, no céu com Deus.
A luz fria da madrugada achou a menina sentada no canto, entre as casas, com as faces coradas e um sorriso de felicidade. Morta. Morta de frio, na noite de Natal.
A luz do Natal iluminou o pequenino corpo, ainda sentado no canto, com a mãozinha cheia de fósforos queimados.
— Sem dúvida, ela quis aquecer-se — diziam.
Mas… ninguém soube que lindas visões, que visões maravilhosas lhe povoaram os últimos momentos, nem com que júbilo tinha entrado com a avó nas glórias do Natal no Paraíso.


Hans Christian Andersen

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Outros autores definem Contos e Mitos !!!!!!!!!!!!

Propp define mito como ;
“Toda narrativa sobre deuses e os seres divinos em cuja a realidade um povo acredita efetivamente “( 2002, pg 13)

Sobre o conto Propp coloca que :
“ O conto é tão rico e variado que não é possível estudar o fenômeno que ele representa , em sua totalidade e em todos os paises “(2002 pg 3 )

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SOBRE OS MITOS

Muitas histórias mitológicas conservam-se na mente das pessoas, dando uma certa, perspectiva daquilo que acontecia em suas vidas.

“Essas informações provenientes de tempos antigos têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, construíram, civilizações e formaram religiões através dos séculos, e têm a ver com os profundos problemas interiores, com os profundos mistérios, com os profundos limiares da nossa travessia pela vida...”
Joseph Campbell,

SOBRE OS CONTOS DE FADAS

O Dr. Jung, disse certa vez, que é nos contos de fada onde melhor se pode estudar a anatomia comparada da psique. Nos mitos, lendas ou qualquer outro material mitológico mais elaborado obtém-se as estruturas básicas da psique humana através da grande quantidade de material cultural. Mas nos contos de fada, existe um material consciente culturalmente muito menos específico e, conseqüentemente, eles oferecem uma imagem mais clara das estruturas psíquicas (FRANZ, 1990: 25).

O uso de mitos e contos no trabalho com arteterapia

Quando fazemos atendimentos individuais ou à grupos podemos usar os contos e mitos para trabalhar com diferentes questões.

Podemos, portanto, escolher mitos e contos que facilitem ao grupo ou ao individuo a visualização de sua dificuldade assim como as respostas necessárias. Contando a história e posteriormente realizando um trabalho criativo a partir do que mais marcou, ou do personagem mais importante Isso porque o imaginário nos conecta com o nosso Self.

Há contos que se prestam para trabalhar com o feminino e outros com o masculino, e outros diferentes aspectos , o importante é conhecermos o grupo, e os contos ou mitos, para assim podermos colocar um deles à serviço do grupo ou individuo com o qual estamos trabalhando.

Através da arteterapia podemos lidar com o simbólico que está contido nos contos e trazê-lo para a nossa vida, e este trabalho que faz sintonia com a nossa vida promove a circulação de energias boas. Isso porque o que alimenta a nossa psique são os símbolos.

O uso de diferentes recursos é importante para que possamos abranger vários grupos , pois cada recurso se presta para determinado grupo ou tema.

Acredita -se portanto que o trabalho realizado com mitos e os contos nos permiti trabalhar com o nosso mito pessoal, e ai temos a possibilidade de visualizar os diferentes caminhos possíveis , como coloca sempre Patricia Pinna em seus cursos , os quais são de grande valia para nossa trabalho como arteterapeutas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PAINEL DAS ARTES POSTAIS

Este é o painel das artes postais que muitos enviaram ao congresso e outros elaboraram lá mesmo , havia alguns muito lindos e interessantes .....
OFICINA : DEUSES GREGOS

Esta oficina , trabalhou com os deuses gregos , o interessante é que antes da elaboração da atividade , houve uma apresentação dos deuses e suas caracteristicas enfim , foi muito elucidativa. Depois com os materiais expostos, fomos criando mandalas que respresentavam o Deus que mais nos chamou a atenção. Depois de feitas as mandalas retornamso aos nosso lugares e muitos participantes fizeram colocaçãoes a respeito de sua produção.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Oficina :reconstruindo a auto estima


Esta oficina trabalhou com o processo de reconstrução da auto estima , usando para isso a sucata .....
Foi espetacular ... muito interessante .
A proposta era : criar algo que ficasse em pé, fosse significativo e que fosse forte .
O primeiro passo foi a separação dos materiais , depois a elaboração e finalização com um pouco da teoria que sustentava esta oficina .....
Há tres etapas neste processo , organizar , tempo para transformar e finalizando contemplar o novo ....

Mais oficinas ....







Esta oficina trabalhou com Contos , contos que curam, estava cuidadosamente montada , no chão estavam muitos materais com os quais pudemos trabalhar .
Iniciou com o conto de Sharazade , posteriormente todos os participantes escreveram seus contos , partindo ou não do conto ouvido , seria o nosso conto , e um segundo passo foi tecermos algo que tivesse relação com este conto que criamos ....
Enquanto todos teciam muitas musicas foram cantadas pelo grupo ... o que fez da atividade algo muito agradável .....
Houve um fechamneto , onde várias pessoas se colocaram .....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

30a. Exposição Água em Arraial do Cabo/RJ -
"Casa de Vidro" abertura dia 15/10 as 19 horas!
Não percam!!!



“EXPOSIÇÃO ITENERANTE ÁGUA”



Em 2007 a idéia de discutir assuntos e temas atuais através da arte reuniu num fórum de debates no “Orkut”, na Internet, um grupo de 20 artistas plásticos, com ideais comuns, de oito estados do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Eles sentiram a necessidade de produzir e disseminar Arte e Cultura colocando em questão assuntos da atualidade. O tema “Água” brotou como um desafio. Cada artista elaborou o tema em uma expressão plástica, concretizando visões diferentes, mas com um objetivo comum, de conscientizar as pessoas sobre a importância da água como sinônimo de vida, abordando o desperdício, a escassez e a necessidade de preservação.

Assim nascia o Grupo Água e suas Exposições Itinerantes, uma manifestação concreta de um grupo de artistas que utilizam em suas obras, a abordagem de problemáticas da atualidade.

A exposição itinerante “Água” não tem caráter comercial. É uma manifestação de expressão artístico-sócio-cultural sem fins lucrativos e conta com recursos dos próprios artistas. A exposição conta ainda com o apoio de instituições que reconhecem a importância deste projeto.

A intenção do grupo é atingir o maior numero possível de pessoas, focando a importância do debate e da percepção através de visitas escolares, estimulação das habilidades potenciais de crianças e adolescentes, possibilitação de palestras educacionais para população e o desenvolvimento da reflexão pelos adultos, sobre a sua realidade e responsabilidade.
A exposição já percorreu 29 localidades de cinco estados do Brasil. A primeira exposição aconteceu na cidade de Macaé-RJ (2007) com curadoria da artista Beatriz Mignone. Lá recebeu o apoio e patrocínio da Petrobrás - Transpetro/Cabiúnas para a realização da segunda mostra. Depois, a exposição passou pelo III Simpósio Nacional sobre o uso da Água na Universidade de Passo Fundo/RS, onde teve a cobertura do evento pela rede RBS, filiada da Rede Globo. Com o apoio e organização do setor de Relações Institucionais do Espaço VIP das Indústrias Perdigão em Videira/SC, atual indústria Brasil Foods, a exposição percorreu algumas cidades do Sul do Brasil. Desde 2008, sob a curadoria de Silvana Borges, a exposição percorreu seis cidades no Estado de São Paulo, iniciando com o Teatro Municipal de Osasco e passando por casas de cultura, universidades, parques ecológicos, escolas de arte, museus, câmaras municipais etc, fazendo deste grupo, não só o 1º Grupo de Artistas Expositores Itinerantes do Orkut, mas também o grupo de maior itinerância, com a soma de 29 exposições.

Em Outubro a Exposição Itinerante Água chega a Região dos Lagos e sob a curadoria de Dyandreia Portugal e percorrerá as cidades de Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios, São Pedro D`Aldeia, Iguaba Grande e Araruama. Depois, ainda sob a guarda de Dyandreia, seguirá para cidade do Rio de Janeiro.

No decorrer desta jornada, outros artistas foram se agregando ao projeto. Os atuais artistas participantes desta exposição são: Beatriz Mignone, Cida Monteiro, Denise Moraes, Dyandreia Portugal, Elaine Freitas, Elizabeth Franco, Heloisa Roessing, Márcia Bührer, Márcio Camargo, Marlene Vasconcelos, Nancy Rabello, Osvaldo Nascimento, Rose Stelmasçuk, Silvia Godoy, Silvana Borges, Teonice Rosa, e Túlia Campello. Entretanto, no Grupo, participando de outros projetos, os participantes contam ainda com os artistas Daniel Pereira e Maria Rita de Souza.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

OFICINAS ............

Esta era sobre os Deuses Gregos
Esta sobre o arquetipo da mulher selvagem

Na mesa Arteterapia e Jung , Marcos Ferreira Santos falou sobre Mito e Arte : labirintos iniciaticos

Mesa arteterapia e jung -


Esta é Patricia Pinna na sua palestra da mesa Sobre Arteterapia e Jung , gente que delirio , muito bom !!!!!!!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010


Olá, estou dando uma organizada nas minhas anotaçãoes, e logo posto aqui as oficinas que assisti , e faço algumas colocações sobre o Congresso de Arteterapia 2010 .

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


O Congresso Brasileiro de Arteterapia será realizado aqui em São Paulo , dias 8 /9/10/11 de Outubro .
Local :UNIP - S Paulo
R: Vergueiro , 1211

domingo, 26 de setembro de 2010

Conhecendo Jung

O meu trabalho com mães de crianças portadoras de necessidades especiais esta baseado na Psicologia Analítica de Jung , mas quem foi Jung ?

Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, cantão da Turgóvia, região às margens do lago Constança, Suíça, no dia 26 de julho de 1875.
Filho de Johann Paul Jung, pastor protestante da igreja reformada e de Emile Preiswerk.Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961. Criador da psicologia analítica e reconhecido como um dos sábios do século deixou significativas contribuições científicas para o estudo e compreensão da alma humana. Sua obra reflete profundo interesse pelas questões espirituais, enquanto fenômenos psíquicos.
Jung conheceu e trabalhou ao lado de Freud, mas não concordava com alguns conceitos deste, e desta forma procurou outro caminho para desenvolver o seu trabalho Jung desenvolveu suas teorias traçando um amplo conhecimento de mitologia (trabalhos em colaboração com Kerensky) e História; recorrendo a diversas culturas de países como México, Índia e Quênia
Jung desenvolveu estudos em diferentes áreas do conhecimento como: de alquimia, mitos e lendas , sempre na busca de elementos que contribuíssem para a elucidação das questões as quais estava estudando .
A abordagem junguiana parte da premissa que os indivíduos, no curso natural de suas vidas, em seus processos de autoconhecimento e transformação, são orientados por símbolos.

O que Jung acreditava ?
Jung apontava frequentemente para a necessidade de haver a integração do inconsciente no consciente, de modo a assegurar a saúde psíquica da pessoa: se os conteúdos inconscientes permanecerem desconhecidos, eles ficam autónomos no inconsciente, procurando, incessantemente, uma porta para se manifestar. É isto que origina os famosos desconfortos das depressões, angústias e até neuroses. Acreditava que o homem é por excelência criativo.
No meu trabalho muitas vezes utilizo os contos de fadas para a sensibilização Carl Jung dissia que: “É nos contos de fadas onde se melhor se pode estudar anatomia comparada da psique: Nos mitos, lendas; ou qualquer outro material mitológico mais elaborado obtém-se as estruturas básicas da psique humana, através da grande quantidade de material cultural. Mas nos contos de fadas existe um material consciente culturalmente muito menos específico e, conseqüentemente, eles oferecem uma imagem mais clara das estruturas psíquicas.

domingo, 1 de agosto de 2010



Recortes e colagens

Os recortes e colagens favorecem a atividade, visto que as figuras já estão prontas , é um recurso usado nos primeiros encontros, para elaboração de crachás , apresentações. Ou ainda para se trabalhar com temas como mudanças , transformações, situações de risco
Pode ser utilizado quando o grupo com o qual se está trabalhando ainda não se conhece o bastante, ou ainda estão
iniciando o trabalho com o arteterapeuta , e o vinculo portanto ainda não está
formado.
Materiais....

A diversidade de materiais usados nos trabalhos de arteterapia é muito grande, cabe lembrar que é importante sabermos o que pretendemos atingir com uma determinada atividade, para assim eleger o material adequado.

Outro fator importante é que o arteterapeuta, já deve ter trabalhado com os materiais com os quais vai trabalhar com seu grupo, ou individualmente. Pois ao trabalharmos com os materiais temos as referencias para melhor explora-los

Como arteterapeuta, já trabalhei com inúmeros materiais, alguns com os quais tive facilidade, sendo agradável trabalhar com eles, outros me foram mais difíceis, me trazendo desconforto, insegurança, enfim... Estes sentimentos vividos por mim também podem surgir nas oficinas e caberá neste momento saber lidar com estas situações, e por já ter vivenciada estas situações fiac mais fácil lidar com elas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os contos de fadas como recurso na arteterapia

Um dos recursos que utilizamos para fazer a sensibilização nos encontros arteterapeuticos, são os contos de fadas. Acredito que os contos de fadas por trazerem em suas histórias conteúdos universais, e por usarem de diferentes simbologias, e arquétipos para nos transmitir suas mensagens, são uma ótima ferramenta para o trabalho com arteterapia.

Bettelheim (1986), fala que:“O conto de fadas procede de uma maneira consoante ao caminho pelo qual uma criança pensa e experimenta o mundo; por esta razão os contos de fadas são tão convincentes para ela”.

Ao trabalhar com os contos e arteterapia, vejo muitas possibilidades de levar as pessoas à buscarem novos caminhos, resgatarem antigos sentimentos, enfim fazer com que cheguem até seu Eu Interior, e desta forma atinjam o crescimento pessoal tão almejado por todos nós. .

Bruno Bettelheim explica que é a partir dos enredos dos contos que os processos internos, são exteriorizados, tornando-se compreensíveis,pois as ações e atitudes dos personagens, representam situações que podem ser vividas por qualquer individuo. O interessante neste processo é que cada individuo apreende do conto de fadas o que está precisando para sua vida, de acordo com o momento que esta vivenciando, desta forma retira das histórias, ainda que inconscientemente, o que possa aproveitar para sua vida.

Nos contos de fadas, por meio de bruxas, monstros, fadas, as crises psico sociais de crescimento são simbolicamente representadas. Quando nos identificamos com um conto, é que neles encontramos o que buscamos inconscientemente, resolver nossos problemas , ou seja, a busca de segurança proteção e não só o admiramos pelo belo ou não.

Franz (apud Moreno 2004 p.24) afirma que ao estudar os contos de fadas poderemos entender as estruturas básicas do ser humano, pois através dos contos podemos trazer à tona processos que até então estavam no nosso inconsciente, fazendo a ligação do inconsciente com o consciente. Sendo assim, podemos usar os contos para trabalhar com as diferentes faixas etárias, assim como com grupos de mães, de adultos, enfim, acredita se que todos podem se beneficiar com o trabalho arterterapeutico que tem os contos de fadas como recurso.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Oficina: Tecendo sonhos

Nesta oficina trabalhamos com os sonhos que todo ser humano tem , usamos o conto da “ A moça tecelã . e tecemos os sonhos em junta.

Os sonhos foram bordados e depois conversamos sobre as reais possibilidades de sua realização.



O que é criatividade?

Existem várias maneiras de se responder a esta questão, uma delas nos faz pensar que a criatividade é tudo que está entre o caos e a harmonia.

Ainda podemos dizer que o ato criativo atinge uma nova capacidade de compreender o outro, a si mesmo, e as coisas; re configurando os espaços re significando as situações.

A criatividade vai nos possibilitar ter outros focos de olhar sobre um mesmo objeto, uma mesma situação, um mesmo sentimento, sendo assim, ser criativo implica em transformar, rever, e desta forma se re estruturar se a partir deste novo olhar.

Faya Ostrower considera criar mais do que inventar, é dar ao que temos já integrados um novo enfoque, é pois acrescentar algo, ampliar, assim é mais abrangente,pois parte das experiências vividas por cada pessoa.

É neste processo que se dá o crescimento pessoal, o qual não acontece de maneira harmoniosa, tem altos e baixos, mas ele nos dá possibilidade de ampliar e o aprofundar nosso ponto de vista, em relação a diferentes situações.

Sabemos que a criatividade é importante nos dias atuais, pois hoje o homem está muito voltado para o racional, e o criativo nos conecta com o intuitivo, permitindo um dialogo entre o nosso interior e exterior.

É importante realçar que não há tempo definido para o crescimento pessoal, ele ocorre durante toda a nossa existência.

O processo arteterapêutico visa trabalhar com este ser criativo que existe na criança, no adolescente, no adulto e no velho, pois em qualquer faixa etária podemos transformar, inventar, e assim crescer criativamente.

O trabalho com mães de crianças com doenças crônicas

Percebe-se que com o nascimento de uma criança com N.E.E ou com uma doença crônica, a estrutura familiar se fragiliza, a mãe é a pessoa que mais sente esta mudança, visto que terá que se desdobrar com os cuidados a esta filho (a). Sendo assim este trabalho é de suma importância para a família e para a instituição na qual esta criança é atendida.

A arteterapia em centros de reabilitação ou a centros onde se atende a esta população tem por objetivo trabalhar com emoções, sentimentos resgatando e re-estruturando a auto-estima, o autoconhecimento, a autoconfiança e a autonomia. Sendo assim com a introdução da arteterapia vinculada a áreas da saúde como: fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia acompanhamentos médicos , estaremos estendo o atendimento que passará a ser mais amplo, pois deixaremos de atender e cuidar só da criança, mas o estenderemos para seu principal cuidador - a mãe.

O atendimento arterterapeutico visa, portanto desenvolvimento da auto-estima, confiança, autoconhecimento e a maior conscientização do seu papel de mãe e mulher. Buscando trabalhar com as mães como um ser único.

Trabalhando com grupo de mães, estaremos possibilitando a re estruturação da sua vida, resgatando a mulher / mãe que existe nelas, conscientizando as da sua tarefa. Acredita-se que com o fortalecimento das mães a estrutura familiar aos poucos vai se equilibrando. Usando a arte como facilitadora, visando à transformação interna, melhorando a relação consigo mesmo e com o outro.

Para tanto nos valemos de materiais como: tinta, argila, cola lápis de cera e cor, papéis diversos, massa de modelar, os quais são usados nas colagens, pinturas, montagens, esculturas. Este trabalho é composto de três momentos a sensibilização, a proposta e o encerramento. O intuito é deixar que a arte se encarregue de trabalhar e resgatar sentimentos e emoções que vão sendo trazidos à consciência e elaborados pelas mães.

Acreditando que quando a mãe esta equilibrada e estruturada, provavelmente estará dando mais carinho e atenção, lidando melhor com esta criança.

Conhecendo a arteterapia

Arteterapia envolve duas palavras que se completam muito bem, Arte e Terapia, a partir destas duas palavras podemos definir arteterapia como sendo o uso da arte a serviço de um processo terapêutico, onde através da expressão verbal e ou não verbal, estaremos trabalhando com diferentes formas de auto conhecimento , e portanto crescimento pessoal.

Uma definição de arteterapia aprovada pela Associação Americana de Arte Terapia, data de 29 de março 2003 e diz que:

"A arteterapia está baseada na crença de que o processo criativo envolvido no fazer arte é curativo aumentando a qualidade de vida. Criar arte e comunicá - la é um processo que quando realizado junto com um arteterapeuta, permite a qualquer pessoa uma ampliação de sua consciência.E, assim ela enfrenta seus sintomas, seu estresse e suas experiências traumáticas com habilidades cognitivas reforçadas, para então, desfrutar os prazeres da vida que se confirma, artisticamente, criativa."( AATA, 2003).

Para realizar um trabalho arterapeutico vamos buscar; nos recursos e nos processos criativos de cada individuo as respostas e soluções criativas para os seus conflitos angustias e incertezas e aflições.

Podemos então definir o processo criativo como sendo qualquer processo de pensamento que soluciona um problema de modo original e útil.

Se acreditamos que é importante o resolver problemas no nosso dia a dia, a arteterapia ao utilizar os diferentes recursos, busca uma nova maneira para resolver nossas dificuldades, mostra um novo olhar sobre problemas já estabelecidos , ampliando a visão , e desta forma favorece aos indivíduos o seu ato conhecimento , sua autonomia e seu poder de decisão , por certo não há como =mudar a realidade , porem há como olha –la com outros olhos , vendo novas e reais possibilidades de viver com ela.

Para isso a arteterapia utiliza diferentes recursos; artes plásticas (pintura, desenho, modelagem), as artes corporais (dança e teatro), a música (com utilização de instrumentos musicais, voz/canto ou audição musical), os fantoches/marionetes, contos de fadas, a escrita livre e criativa, entre outros , os quais vão ser os meios pelos quais cada participante irá trazer a tona seus desejos , angustias , alegrias , pois ao se expressar através da arte estará trazendo seus simbolismos, que aos poucos vão sendo trazidos a consciência e integrados.

Por Arteterapia, portanto entende – se:

Um processo terapêutico que ocorre através da utilização de diferentes modalidades expressivas. Estas atividades artísticas trazem em si o simbolismo, expressas através de pinturas, colagens, uso das cores e das formas, dos desenhos, trabalhos com argila entre outros.

Coutinho faz algumas colocações interessantes a respeito do ato criativo e da criatividade. Jung coloca que o processo criativo consiste na atividade do inconsciente coletivo ou pessoal. Consiste na ativação inconsciente do arquétipo, no seu desenvolvimento e na sua tomada de forma até a realização da obra perfeita.

Sendo assim podemos afirmar que a criatividade é única, e difere para cada individuo, pois leva em conta as aptidões pessoais, talentos conhecimentos anteriores, seus interesses e habilidades.