quarta-feira, 4 de abril de 2018


   A Arteterapia e o desenho: 
Possibilidades de se fazer conhecer, e de se conhecer
                                                                     

Neste artigo pretendo abordar maneiras que podemos usar para trabalhar com o desenho. Isso porque acredito no potencial destas duas áreas do saber que nos propiciam conhecermos a nós mesmos, as nossas potencialidades, as nossas fraquezas, o que gostamos e o que não gostamos.

Saber o que faço bem o que, saber das minhas potencialidades   é muito importante, não conseguimos ser nos mesmos, se sempre fazemos as coisas que os outros gostam! E aí eu pergunto  onde está você? O que você faz de melhor? Onde consegue se sentir feliz?

Segundo Urrutigaray, (2004), as experiências que vamos adquirindo ao trabalhar com a Arteterapia, nos possibilitam uma reconstrução e ao mesmo tempo uma integração de nossa personalidade.

O desenho é um os recursos que poderemos usar no processo da Arteterapia. No preambulo de seu livro “conhecer e interpretar desenhos infantis de Cognet, este autor escreve algo que me encanta coloca que em francês a palavra desenho faz rima com destino, e afirma que ao desenhar teremos que ter em mente que este deve conter liberdade, fantasia, ainda traz o imaginário e traz também à tona   vários simbolismos, nos leva à fazer contato com o outro e com nós mesmos.  

Por este motivo que Paul Ricouer, citado neste texto, afirma ser o desenho uma Identidade narrativa, por acreditar assim como eu acredito, que o desenho dá uma enorme contribuição em relação a nossa história de vida.

Usar o desenho como recurso não é propriedade exclusiva do Arteterapeuta, pois os profissionais ligados a educação como professores, pedagogos, psicopedagos, usam deste recurso em vários momentos de seu fazer profissional. Isso porque o desenho nos conta sem usar palavras, por meio de seu vocabulário que é formado por traços retos ou curvos, por pontos e pelas cores que usam um pouco de quem desenha naquele momento que está desenhando.

Cada um destes profissionais, trazem seu olhar único para o mesmo desenho, fazendo suas observações e o compreendendo sob seu ponto de vista, com as ferramentas que possui.
Vejam os psicopedagogos podem usar o desenho para entender como a criança se sente na escola, o que a incomoda no meio em que vive, ou ainda se vem sofrendo Bullying. Ainda podemos por meio do desenho saber se a criança está dentro do que se espera para cada faixa etária, que nível de desenvolvimento do desenho  se encontra, porem cabe ressaltar que estas estágios, a meu ver,  são flexíveis nada e tão rígido, sempre coloco o que acontece provavelmente entre uma e  outra etapa.  

O Psicólogo aplica as provas projetivas e por meio delas poderá detectar diferentes aspectos psíquicos.
Creio que em relação ao desenho na escola, é necessário trazermos para os professores um novo olhar para esta ferramenta, isso porque ela é muito valiosa, muito importante, pois nos conta o que se passa com a criança no memento que está desenhando, no seu momento atual.

Eu enquanto Arteterapeuta uso o desenho como uma linguagem, uma forma que crianças, adultos e idosos, utilizam para nos contar por meio de formas, cores, localização e dos simbolismos contidos nos elementos que trazem para seu desenho, qual a sua “dor“ o que o afeta neste momento, pois creio que o desenho como afirma Dolto é uma fotografia de nossa alma, e nada que está no desenho é um acaso, ela coloca que não há acasos no desenho, tudo que está no desenho deveria estar lá.  

Convido vocês para que comecem a olhar com mais atenção aos desenhos de seus filhos, de seus alunos, de seus netos, tentem entrar no desenho, parem um pouco e sintam o que este desenho te conta, que sentimento ela te traz... e depois me contem como foi esta experiência ....

                                                                     Por Nancy Rabello
Referencias:
Compreender e interpretar desenhos infantis – Georges Cognet - Editora Vozes 2ª ed. 2011
Arteterapia – a transformação pessoal por imagens  - Maria Cristina Urrutigaray –  Wak editora 2 ªed. 2004



sábado, 6 de janeiro de 2018

     Arteterapia, contos de fadas e autoconhecimento

A Arteterapia é um excelente recurso para trabalhar o autoconhecimento.

Gosto de trabalhar com grupos de mulheres, e quando o faço, tenho como maior objetivo fazer com que estas mulheres conheçam as suas possibilidades e as suas reais dificuldades, pois creio que, desta maneira, poderão solucionar os possíveis problemas em suas vidas, isso porque, se conhecendo, podem atuar com maior segurança.

Para atingir este meu objetivo, gosto de trabalhar com os contos de fadas, que trazem em eu bojo vários conteúdos importantes vão favorecer as mulheres autoconhecimento.





Nos contos de fadas encontramos um material consciente muito especifico, que nos oferece uma imagem muito clara das estruturas psíquicas.

Os contos de fadas, segundo Jung dão expressões aos nossos processos do inconsciente; quando lemos ou escutamos contos, estes processos revivem e tornam-se atuantes fazendo, desta forma, uma ponte de conexão do consciente com o inconsciente, possibilitando olhar para si e para sua vida.

É no fazer artístico que se encontra o prazer, existe possibilidade de se colocar para o outro, gerando assim, creio eu, o crescimento pessoal.

                                                                  Por Nancy Rabello


#Arteterapia #contos de fadas #autoconhecimento #psicoearte #projetose_mente

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Alzheimer não afeta memória musical; entenda como isso é possível



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Mal de Alzheimer traz como consequência a perda da memória. Muitos pacientes acometidos pela doença sequer sabem seus nomes ou conseguem reconhecer o rosto dos próprios filhos. Mas, a doença tem uma peculiaridade bastante curiosa: enquanto grande parte das lembranças se vão, a memória musical fica. Basta colocar uma música que os pacientes ouviram quando eram mais jovens que a lembrança se concretiza e eles passam a cantar a canção.
O que parece uma situação do acaso ou sem muita lógica foi explicado detalhadamente pela Ciência, que investigou a fundo o que acontece no cérebro destes pacientes. Pesquisadores descobriram que o Mal de Alzheimer não atinge as memórias musicais de quem tem a doença.


Tudo está ligado ao fato de que o cérebro armazena as canções em um “compartimento” separado das outras memórias, segundo estudo publicado na revista Brain da Universidade Oxford.
Realizando pesquisas com voluntários, os cientistas chegaram à conclusão que, mesmo em estágios avançados da doença, a pessoa tem capacidade de cantarolar as músicas que fizeram parte da vida dela por conta dessa reserva de memória musical – e isso também tem um efeito terapêutico bem interessante.
Veja abaixo mais detalhes deste estudo.

Alzheimer e memórias musicais

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O estudo publicado na revista Brain trata de pacientes que sofrem de Mal de Alzheimer e mantêm a memória musical preservada. Para chegar a esta incrível descoberta de que a música é guardada em uma parte do cérebro diferente de outras memórias, os pesquisadores fizeram experimentos em duas etapas:
No primeiro momento, eles fizeram ressonância magnética em 32 indivíduos saudáveis, que foram expostos a músicas que eles não conheciam, músicas apresentadas antes do exame e músicas que eles sabiam de cor.


Os resultados mostraram que as áreas de maior ativação cerebral ao lembrar das velhas canções foram o 'giro cingulado anterior', na região média do cérebro, e a 'área motora pré-suplementar ventral', no lobo frontal.
Em um segundo experimento, os cientistas avaliariam diretamente quais áreas do cérebro são, costumeiramente, afetadas pelo Alzheimer. Foram feitos comparativos entre 20 pessoas com Alzheimer e 34 pessoas saudáveis.
O que se viu é que pouca coisa mudou em três marcadores fundamentais para o diagnóstico da doença. A pesquisa comprovou que houve pouca alteração entre os dois grupos no grau de deposição do peptídeo β-amiloide, uma molécula que tende a se acumular formando placas nas fases iniciais da doença.
A atrofia cortical, mais acentuada em pessoas que têm Alzheimer, também apresentou valores mais baixos na região da memória musical destes pacientes, assim como o hipometabolismo.
“Isto é coerente com a ideia de que esta região ainda está numa fase muito precoce de desenvolvimento de biomarcadores”, diz a pesquisa, e não “se deteriorando”, como seria comum à doença de Alzheimer. Ou seja, esta área, definitivamente, não foi tão afetada pelo agravamento da doença como as outras partes do cérebro.
Os pesquisadores ponderam, entretanto, que essa conclusão se dá de maneira indireta. Isto porque eles avaliaram a resposta cerebral de pessoas saudáveis e, então, cruzaram os indícios com os pacientes que têm Alzheimer.
"Seria altamente desejável, embora talvez difícil na prática, testar a hipótese mais adiante em um estudo com pacientes reais com doença de Alzheimer; testar a memória musical e potencialmente coletar dados de ressonância magnética funcional da memória musical deles", destacou um dos pesquisadores.

Música ligada à emoção

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O estudo ainda comprova a teoria que relaciona a música às emoções. Por terem um valor emocional, as canções geram uma codificação mais imediata de memórias no cérebro.
Por isso, a musicoterapia é uma das práticas terapêuticas que podem ajudar a tratar o Alzheimer, como comprovado em estudo por pesquisadores da Universidade de Salamanca.
“Os pacientes com Alzheimer que receberam uma intervenção de música familiar mostraram uma estabilização ou melhoria nos aspectos de autoconsciência”. Portanto, “a estimulação musical familiar pode ser considerada como um intensificador deste fator nestes pacientes”.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017


Olá!!! Você já foi a uma palestra minha?

Em minhas Palestras  ou nos Workshop você terá muitas informações importantes, um conteúdo com mais detalhes cuidadosamente elaborado  e ilustrações, que lhe possibilitam entender o desenho das crianças.
                                           Vamos falar sobre as cores?
 Você sabe que vivemos em um mundo colorido, usamos as cores que mais gostamos, para nos vestir, para decorar nossa casa.
Quando falamos em desenhos infantis, sabemos que as crianças gostam muito usar cores nos seus desenhos.
Você já observou que as crianças quase sempre fazem os seus desenhos já com o  lápis de cor ? Elas escolhem as cores e fazem seus traços com elas, diferente do adulto que usa o lápis grafite, e depois pinta o que desenhou. 
Cada cor traz seu simbolismo, mais temos também que observar em qual contexto esta cor está sendo usada. Outro aspecto importante é verificar a constância do uso de uma determinada cor.
Os professores sempre me perguntam sobre o uso da cor preta, então vamos lá! O preto, assim como o branco, é a junção de todas as cores. Dependendo da cultura pode significar luto, tristeza, já em outras pode ser a ausência da dor, o fim de um processo, para dar início a outro. Vocês já haviam pensado nisso? 
Por este motivo que afirmo que as cores não devem ser carregadas de rótulos como sendo cores positivas ou negativas.
Vejam o vermelho é a cor da vida, e da morte, contém em si esta ambiguidade, é uma cor forte, que também pode significar alegria ou tristeza, é a cor do fogo que pode nos aquecer, mas também queimar. Já em outros contextos e a cor do poder.
Se uma criança faz um desenho e usa o vermelho no vestido da figura humana, tudo bem, mas se pinta os rostos das figuras desta cor, é bom investigar que sentimento está por trás desta representação: raiva, dor?
Penso que cada cor, que é usada no desenho, é apenas um indício, uma possibilidade de trazer algo à tona, e nunca uma afirmação sobre esta criança e seu comportamento, podermos dizer que nos parece mais alegre ou triste,  introvertida ou não.
Portanto, observe sempre mais de um desenho desta criança, veja onde usa as cores, se as faz com traçados fortes ou fracos, tudo isso é muito importante. 
                            Boa observação

                                                                         Nancy Rabello 

Importância das cores